Idosos sofrem mais com o calor

shutterstock_198693668

Ao contrário do que se espera da primavera, época do ano em que o clima costuma ser mais agradável, as altas temperaturas das últimas semanas têm deixado diversas pessoas em estado de alerta. Tradicionalmente, os idosos costumam ser bastante afetados com esse clima, sobretudo em regiões em que falta chuva em volume considerável.

Fique atento - Em um dia mais quente, caso não ocorra uma ingesta hídrica adequada, a desidratação será mais intensa na terceira idade. Além disso, a percepção de temperatura nessa faixa etária pode ser alterada, o que requer cuidados extras porque o mecanismo da sede é alterado.

shutterstock_174199712

É importante saber que a desidratação, que pode ocasionar alterações de eletrólitos, sobretudo de sódio, causa confusão mental, queda de pressão e até desmaio. As doenças intestinais também podem ocorrer, pois os alimentos se deterioram rápido e pode haver intoxicação alimentar e, por sua vez, diarreias e vômitos que são muito perigosas para o idoso.

shutterstock_152222756

Prevenção – É recomendada a ingestão de líquidos (de 1 litro e meio a dois litros por dia), caso não haja restrição clínica. Utilizar roupas leves, evitar sair de casa na hora do almoço – horário em que a temperatura está mais elevada, ingerir alimentos mais leves e tomar muito cuidado com a validade e o aspecto dos alimentos também fazem parte da lista de precauções.

Ansiedade faz mal ao coração

shutterstock_165362702Hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade, depressão. Esta já extensa lista de fatores de risco para a saúde do coração, todos conhecem. No entanto, a ciência agora acrescenta mais um: o excesso de ansiedade.

Um estudo da Universidade do Sul da Califórnia mostrou pela primeira vez que, em altas doses e de maneira crônica, a ansiedade é suficiente para provocar infartos até mesmo em indivíduos que não pertencem a nenhum grupo de risco associado a doenças cardíacas. A ansiedade exagerada é definida por um conjunto de características e comportamentos específicos que foram descritos em 1942, por um grupo de pesquisadores da Universidade de Minnesota. Eles dividiram os ansiosos em quatro grupos:

shutterstock_160498721

  • Fóbicos – se caracterizam por um medo irracional e exagerado de determinados objetos ou situações.
  • Somatizadores – aqueles que, em momentos estressantes, demonstram sintomas físicos, como falta de ar, diarréia e forte taquicardia.
  • Psicastênicos – formado por indivíduos com pensamentos obsessivos e compulsões absolutamente irracionais.
  • Introvertidos – pessoas que se sentem inseguras ou extremamente desconfortáveis quando precisam interagir socialmente.

A ansiedade exagerada é um transtorno psicológico que atinge 12 milhões de brasileiros. Para os que têm propensão ao problema, especialistas recomendam terapia e atividades físicas que induzem ao relaxamento e ao convívio com outras pessoas.

Calor e a variação da pressão arterial

shutterstock_149858420

A chegada do verão provoca variações no funcionamento do nosso corpo. Uma delas é a queda da pressão arterial – força que o fluxo sanguíneo exerce nas paredes das artérias. O calor causa dilatação dos vasos sanguíneos, o que abaixa a pressão, e pode também causar certo grau de desidratação, contribuindo para um mal-estar ainda maior.

A pressão alta é outra variação que, além do desconforto, causa problemas maiores. Geralmente, é agravada com o uso excessivo de sal na alimentação. Por isso, sempre se deve evitar o consumo de embutidos, conservas, temperos prontos e salgadinhos.

Sintomas e Diagnóstico

Na pressão baixa o mais comum é a sonolência nos dias mais quentes, podendo evoluir para tonturas, principalmente ao levantar, e até mesmo desmaios. Na pressão alta os sintomas são vários e muito subjetivos, existindo até mesmo pacientes totalmente assintomáticos, porém com níveis de pressão extremamente altos. Os sintomas mais comuns são dores de cabeça, náuseas, irritabilidade, distúrbios do sono, vertigens e zumbido no ouvido. Ao perceber algum desses sinais, o médico deve ser procurado.

shutterstock_174200885

Tratamento e prevenção

Existem casos de hipertensão que uma mudança de hábitos alimentares somados a atividade física e perda de peso já são suficientes para a normalização da pressão. Entretanto, na maioria das vezes, é necessário o uso de medicamentos. Veja outros fatores que contribuem:

  • Dieta saudável, com muitas frutas e verduras,
  • Baixo consumo de sal,
  • Controle rigoroso do peso,
  • Atividade física regular
  • Suspensão do tabagismo

Já os hipotensos não devem descuidar da hidratação, consumindo, no mínimo, dois litros de água ao dia. Atividade física regular também é um bom aliado. Pessoas com pressão baixa devem evitar permanecer em ambientes fechados, pouco ventilados e com aglomeração.

Como ajudar alguém que esteja apresentando os sintomas do infarto

shutterstock_183989888

Caso você esteja com alguém que apresente esses sintomas por mais de dez minutos, não perca tempo: procure socorro urgente. Enquanto a ajuda médica não vem, é preciso agir e o mais indicado é:

  • Tranquilizar e aquecer a vítima;
  • Salvo orientações médicas, não lhe dê nada de comer ou beber. Desde que a pessoa não apresente dificuldades para engolir e não seja alérgica, dê-lhe um comprimido de aspirina, que ajuda a prevenir coágulos sanguíneos;
  • Se a vítima desmaiar verifique sua respiração e seu pulso. Na ausência desses sinais vitais, comece imediatamente os procedimentos de recuperação cardiopulmonar e chame o serviço de emergências.

Caso a vítima seja você

  • Tossir com força, profunda e prolongadamente, várias vezes. Não se esqueça de inspirar antes tossir;
  • Procure ajuda para rápido transporte a um hospital.

Como identificar o infarto

shutterstock_174191435

O infarto do miocárdio tem sintomas visíveis, por isso, as pessoas precisam estar atentas quando o corpo “falar”. A primeira pista de que a pessoa pode estar sofrendo um infarto é o grande desconforto causado por uma dor intensa sentida no centro do peito. Outros indícios são:

  • Dor para a mandíbula, pescoço, ombros e braços, principalmente o esquerdo;
  • Sensação de desmaio;
  • Suor excessivo;
  • Náusea e vômitos;
  • Falta de ar.

Este quadro significa que a situação é grave e a melhor coisa a fazer é buscar ajuda. Ao surgirem os primeiros sintomas, a pessoa deve procurar socorro imediatamente. Os cardiologistas usam a máxima “dor acima do umbigo é sinal de perigo”.

Dor nas pernas pode ser sério

shutterstock_97458131

Elas nos mantém em pé o dia todo e sofrem com a nossa rotina atribulada. Por isso mesmo, as dores nas pernas são a principal causa de reclamações nos consultórios dos angiologistas e, conforme as estatísticas comprovam, estão, na maioria das vezes, relacionadas diretamente aos problemas circulatórios.

Mas, os desconfortos nem sempre são semelhantes e cada um significa uma origem diferente. Dores com sensação de peso, por exemplo, que vêm associadas a inchaço e câimbras, aumentando no fim do dia e após longos períodos em pé, costumam indicar varizes. Elas são resultado da dilatação dos vasos sanguíneos, que pode ser provocada por alterações hormonais, sedentarismo, obesidade e fatores genéticos.

a sensação de queimação na panturrilha durante a caminhada pode ser sinal de problemas arteriais causados pela aterosclerose, doença inflamatória na qual ocorre o entupimento das artérias por colesterol e outros depósitos de gordura.

shutterstock_156456452

As doenças da coluna também têm as pernas como ponto frequente de irradiação. Elas costumam gerar dor em fisgada, que tende a acompanhar o trajeto do nervo na face posterior dos membros inferiores e chegar até os pés. Os casos de dores nas articulações, sobretudo nos joelhos, estão mais relacionados a problemas ortopédicos, como a artrose.

Cada uma das manifestações clínicas e sinais encontrados nas pernas têm importância fundamental na identificação de problemas de saúde. Deixar de avaliar meticulosamente esses sintomas pode ter como resultado o não diagnóstico de doenças graves, capazes de evoluir desfavoravelmente.

Por isso, preste atenção a todo e qualquer sinal!

E lembre-se: procure um médico imediatamente.

Tempo seco, esporte e coração

shutterstock_174196943

Aqui em nosso blog sempre abrimos espaço para incentivar a prática esportiva e falar dos benefícios cardiovasculares proporcionados pelas atividades físicas. Mas, com tempo seco que tem castigado diversas regiões do país, inclusive a região de Jundiaí, é preciso alertar: alergias diversas e respiratórias consequentes ao ressecamento das mucosas, além de sangramento ou laivos de sangue pelo nariz, ressecamento da pele e irritação conjuntival podem ocorrer se deixarmos os cuidados de lado. São eles:

  • Beber muita água
  • Não abusar dos isotônicos devido ao seu conteúdo de sal e glicose,
  • Reduzir a carga de treinamentos,
  • Antecipar os horários de treino para antes das 9hs.
  • Para evitar a desidratação, prefira ambientes fechados, com sistema de umidificação,
  • Pare imediatamente, caso perceba qualquer sintoma no ouvido, nariz ou garganta durante o exercício,
  • Os banhos não devem ser quentes e se deve evitar o uso de buchas, que retiram a proteção de gordura normal da pele.

shutterstock_196668920

Para evitar os danos à saúde humana pela baixa umidade relativa do ar, o Centro de Pesquisas Meteorologicas e Climáticas na Agricultura/Unicamp recomenda:

Entre 20 e 30% – Estado de Atenção

  • Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas
  • Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins etc.
  • Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas etc.
  • Consumir água, sucos e frutas à vontade.

Entre 12 e 20% – Estado de Alerta

  • Observar as recomendações do estado de atenção
  • Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas
  • Evitar aglomerações em ambientes fechados
  • Usar soro fisiológico para olhos e narinas e cremes hidratantes

Abaixo de 12% – Estado de emergência

  • Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta
  • Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10/16 hs como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência etc.
  • Determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas, entre 10 e 16 horas.
  • Durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais etc.

Depressão: saiba os sinais

shutterstock_130152032

Recentemente falamos aqui no blog sobre depressão e a sua relação com os problemas cardiovasculares. Nesta semana, o ator Robin Williams foi encontrado morto, em casa, e a polícia já confirmou o suicídio por asfixia. São muitos os fatores que podem levar o ser humano a este quadro depressivo, mas como diagnosticar?

O diagnóstico de depressão requer a presença de cinco ou mais dos seguintes sintomas que incluam obrigatoriamente espírito deprimido ou anedônia, durante pelo menos duas semanas, provocando distúrbios e prejuízos na área social, familiar, ocupacional e outros campos da atividade diária.

1) Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias;

2) Anedônia: interesse ou prazer diminuído para realizar a maioria das atividades;

3) Alteração de peso: perda ou ganho de peso não intencional;

4) Distúrbio de sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;

5) Problemas psicomotores: agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias;

6) Falta de energia: fadiga ou perda de energia, diariamente;

7) Culpa excessiva: sentimento permanente de culpa e inutilidade;

8) Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar ou concentrar-se;

9) Ideias suicidas: pensamentos recorrentes de suicídio ou morte.

shutterstock_143592541

De acordo com o número de itens respondidos afirmativamente, o estado depressivo pode ser classificado em três grupos:

1) Depressão menor: 2 a 4 sintomas por duas ou mais semanas, incluindo estado deprimido ou anedônia;

2) Distimia: 3 ou 4 sintomas, incluindo estado deprimido, durante dois anos, no mínimo;

3) Depressão maior: 5 ou mais sintomas por duas semanas ou mais, incluindo estado deprimido ou anedônia.

A depressão

A depressão é a tristeza quando não acaba mais. É uma doença que ataca tão subrepticiamente, que a maioria dos que sofrem dela nem percebem que estão doentes. De cada dez pessoas que procuram o médico, pelo menos uma preenche os requisitos para o diagnóstico de depressão.

Nos casos mais simples, a pessoa pode curar-se por conta própria em duas a quatro semanas. Passado esse período sem haver melhora, os especialistas recomendam atenção e tratamento.

Depressão pode causar doenças do coração

shutterstock_167694629 Engana-se quem pensa que a depressão é caracterizada somente por tristeza e falta de interesse nas atividades cotidianas. Às vezes, a doença pode se manifestar como infartos e AVCs (acidente vascular cerebral). Esse tipo de reação é mais comum em homens, apesar da doença atingir duas ou até três vezes mais mulheres. Isso acontece porque o paciente deprimido sofre alterações endócrinas e imunológicas graves, que afetam o funcionamento do cérebro. Algumas são bem negativas, como o aumento do colesterol e dos triglicerídeos na corrente sanguínea, da pressão arterial e aceleração da frequência cardíaca. Outro agravante para o coração é o cortisol. O hormônio é liberado em pessoas sob estresse, fator presente em muitos portadores de depressão. Por outro lado, quem sofre de problemas cardíacos também apresenta maior predisposição para desenvolver depressão.

  • Depressão na população em geral é de 4% a 7%,
  • Depressão em portadores de doenças coronarianas salta para 14% a 47%

shutterstock_98508260 Desafio da prevenção Como o risco de infarto é maior em pacientes com depressão, é necessário ainda mais cuidado para combater os fatores de risco para doenças cardiovasculares. Mas isso não é simples, afinal uma pessoa deprimida tem pouca motivação para cuidar de sua alimentação e fazer exercícios com regularidade. A situação pode ser ainda mais grave se o paciente já apresentar fatores de risco para o coração, como excesso de peso. A intervenção médica deve ser rápida, com terapia e uso de medicações.

Estresse atinge mais as mulheres

shutterstock_123576964

Não dá para negar que a gente passa maior parte do nosso dia no trabalho. Muitas vezes, a pressão é tão grande e o ritmo tão frenético que sequer temos tempo de ir ao banheiro ou tomar uma água no refeitório, quanto mais se alimentar direito.

Essa rotina atribulada também atinge aos homens, entretanto,  parece que é o sexo feminino que está levando a pior. E cada vez mais cedo. Uma pesquisa realizada na Dinamarca, publicada na revista científica Occupational and Environmental Medicine, lançou um sinal de alerta especialmente para o estresse no trabalho, que teria um efeito mais devastador sobre a saúde de mulheres jovens, ampliando em 35% os riscos de danos cardíacos.

shutterstock_51861619

Isso é possível de entender já que, nas últimas décadas, a mulher vem acumulando inúmeras responsabilidades e perdendo qualidade de vida. Muitas não conseguem se exercitar, comem mal, fumam e não tem horas de sono regular. O resultado é o aparecimento de doença cardiovascular cada vez mais precoce.

Por isso, uma dica valiosa: sucesso é bom e todo mundo gosta, mas vale desacelerar. Por mais que o dia esteja puxado, programe intervalos em meio à suas tarefas, alongue o corpo ou relaxe um pouco. E essencialmente encontre tempo para atividades físicas e para momentos de lazer, além, é claro, de buscar uma dieta equilibrada. Fuma? Tente, ainda, deixar o vício de lado e, certamente, terá mais qualidade de vida.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 342 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: