Úlceras Venosas

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As úlceras venosas são feridas crônicas dos membros inferiores. Por ficarem abertas estão sujeitas a infecções e complicações. Devido às secreções, mau cheiro e aparência, as pessoas que sofrem dessa enfermidade passam a se isolar do convívio social, de modo que além de um problema de saúde, é um problema social grave. Devido ao isolamento e necessidade de repouso, não conseguem trabalhar, passando a ser um problema também econômico.

Existem diversas causas de úlcera de membros inferiores, dentre elas pelo aumento da pressão venosa. A úlcera de origem venosa representa 70% de todas as úlceras dos membros inferiores entre pacientes adultos. Pode acontecer como consequência de uma síndrome pós-trombótica, ou seja, anos após uma trombose venosa profunda, a constante pressão venosa não tratada determina a formação da úlcera. Também pode ocorrer após anos e anos de varizes descompensadas não tratadas. Outras causas menos frequentes também existem.

Somente o tratamento local da úlcera não é suficiente, pois a ferida está aberta por causa da hipertensão venosa. Essa pressão venosa aumentada deve ser tratada também, caso contrário, mesmo fechando a úlcera, logo ela abrirá novamente. Não adianta tratar somente a consequência da doença, a causa dela também deve ser eliminada.

TRATAMENTO

Muitos tratamentos foram propostos e cada um com a sua indicação. Entre os principais, estão:

  • repouso com membros elevados,
  • medicamentos hemorreolíticos,
  • terapia compressiva com faixas elásticas e meias elásticas próprias,
  • cirurgia de ligadura das perfurantes insuficientes,
  • ligadura de croça da safena,
  • bota de Unna,
  • laser,
  • endolaser,
  • tratamento das varizes tronculares,
  • radiofrequência e outras.

Problema de circulação: como saber se eu tenho ou não?

 

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Nem toda dor na perna é causada por algum problema de circulação, mas os problemas da circulação são uma causa importante de dores nas pernas. A circulação sanguínea está presente em todo o corpo, mas muitas vezes é nas pernas que os problemas de circulação aparecem com mais frequência.

Problemas da circulação arterial nas pernas

Os problemas da circulação arterial são muito sérios e graves porque vão comprometer o recebimento de nutrientes e oxigênio pelas células do corpo, que precisam disso para sobreviver. Em outras palavras, quando a célula não recebe sangue arterial, ela morre.

Os problemas da circulação arterial são basicamente de dois tipos: o entupimento das artérias ou o crescimento exagerado das artérias. O entupimento das artérias pode ser ocasionado por coágulos de sangue ou por placas de gordura que vão se acumulando na parede das artérias.

Várias doenças podem levar ao entupimento das artérias. As principais são:

  • arritmia do coração,
  • diabetes,
  • pressão alta,
  • colesterol alto,
  • problemas de coagulação do sangue,
  • tabagismo,
  • câncer.

Quando uma artéria entope nas pernas, a pessoa sente dor. A intensidade da dor vai depender se esse entupimento aconteceu devagar ou rapidamente.

Quando a artéria entope de repente, como no caso da formação de coágulo dentro da artéria, a dor na perna é muito forte e aparece subitamente. A perna fica fria, pálida ou arroxeada. Com o passar das horas, a pessoa pode perder a sensibilidade e a movimentação da perna. Nessa situação, a pessoa precisa procurar o serviço de emergência (pronto-socorro) já que em poucas horas a falta de sangue vai levar a morte de todas as células e à necessidade de amputação da perna. O médico, ao detectar o entupimento repentino das artérias, vai precisar indicar cirurgia de emergência para desentupir a circulação e evitar a amputação da perna.

Se o entupimento acontece devagar, como no caso do acúmulo de gordura na parede das artérias, o organismo cria novos vasos menores para levar o sangue arterial até as pernas.

Se a pessoa não tratar a causa do entupimento dos vasos podem aparecer feridas e gangrena, que podem levar a amputação da perna.

O crescimento exagerado das artérias é o que os médicos chamam de aneurismas. Aneurisma é uma artéria que está maior do que o normal. Os principais riscos dessa doença são a rotura (quando o aneurisma cresce tanto que estoura) e a trombose (quando o sangue que está dentro do aneurisma coagula e causa entupimento da artéria). Os aneurismas também são doenças muito sérias e graves e na maioria das vezes precisam de cirurgia.

Problemas da circulação venosa nas pernas

Os problemas da circulação venosa nas pernas levam a dificuldade do sangue de voltar para o coração, acumulando toxinas e água próximo às células. Por causa disso, quem tem problema na circulação venosa costuma ter inchaço e sensação de peso nas pernas.

Os problemas da circulação venosa também são dois: o crescimento exagerado das veias (varizes) e o entupimento das veias (trombose venosa)

A trombose venosa acontece quando ocorre o entupimento da veia por um coágulo de sangue. Isso pode ocorrer quando a pessoa fica de cama por conta de alguma doença, ou fica sem mexer a perna devido a uma fratura, ou quando a pessoa tem algum problema no sangue que leva a uma coagulação maior do que o normal. Quando a pessoa tem uma trombose venosa na perna ela sente dor e sensação de peso muito grande. Isso é normalmente acompanhado por um inchaço da perna afetada.

Quando a pessoa tem problema na circulação venosa, seja varizes ou trombose, ela precisa de tratamento e acompanhamento com médico Cirurgião Vascular. Esses problemas se não tratados podem levar a inchaço irreversível, manchas definitivas nas pernas e até feridas que demoram a cicatrizar.

 

FATORES DE RISCO PARA O AVC

Fator de risco é aquele que pode facilitar a ocorrência de AVC (derrame). O manejo adequado dos fatores de risco diminui a probabilidade de uma pessoa ter um AVC, aumentando o tempo e a qualidade de vida. Os principais fatores de risco para AVC são:

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IDADE E SEXO

Ainda que um AVC possa surgir em qualquer idade, inclusive entre crianças e recém-nascidos, a chance dele ocorrer cresce à medida que avança a idade. Quanto mais velha uma pessoa, maior a chance de ela ter um AVC.

Pessoas do sexo masculino e a raça negra exibem maior tendência ao desenvolvimento de AVC.

HISTÓRIA DE DOENÇA VASCULAR PRÉVIA

Quem já teve um AVC, ou uma “ameaça de derrame”, ou outra doença vascular como o infarto (no coração) e a doença vascular obstrutiva periférica (estreitamento das artérias que alimentam as pernas diminuindo o fluxo de sangue), tem maior probabilidade de ter um AVC.

DOENÇAS DO CORAÇÃO

As doenças do coração, especialmente as arritmias (batimentos cardíacos desregulados), aumentam o risco de AVC. A arritmia mais comum é a fibrilação atrial, que provoca uma corrente sanguínea irregular e facilita a formação de coágulos sanguíneos dentro do coração, que podem chegar pela circulação nos vasos do cérebro, diminuindo o fluxo sanguíneo e causando um AVC.

Outros exemplos de doenças do coração que aumentam o risco de AVC: infarto, doença nas válvulas, cardiopatia chagásica (Doença de Chagas).

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TABAGISMO

Já está amplamente difundido que fumar é prejudicial à saúde. O hábito de fumar é fortemente relacionado com o risco para AVC. Mesmo o uso de pequeno número de cigarros (ou de cachimbo ou de charuto) associa-se ao risco aumentado. As substâncias químicas presentes na fumaça do cigarro passam dos pulmões para a corrente sanguínea e circulam pelo corpo, afetando todas as células e provocando diversas alterações no sistema circulatório. O fumo deve ser evitado sempre! Os benefícios de se parar de fumar são reais e estão presentes desde o dia em que você interrompe o uso.

HIPERTENSÃO ARTERIAL

Conhecida como “pressão alta”. O termo pressão arterial se refere à pressão nas artérias que levam o sangue do coração para o resto do corpo. A pressão média de uma pessoa saudável é de 120/80 mmHg (“12 por 8”). Quando a pressão está elevada, ela acaba lesionando os vasos sanguíneos do cérebro e pode causar um AVC. O tratamento da hipertensão arterial é muito importante, pois reduz tanto o risco de AVC como de ataques do coração! Mesmo que uma pessoa tenha uma pressão só um pouco elevada é preciso consultar um médico para começar o tratamento adequado.

DIABETES

A diabetes é causada por uma deficiência do hormônio chamado insulina ou por uma resistência a ele. Esse hormônio é essencial no metabolismo da glicose (açúcar) no corpo. Por isso pessoas com diabetes possuem um excesso de “açúcar no sangue”. O objetivo do tratamento da diabetes é manter o nível de glicose no sangue o mais próximo do normal. Um bom controle da diabetes com dieta adequada e medicamentos torna os problemas circulatórios menos comuns. Pessoas com diabetes devem cuidar atentamente os níveis da pressão arterial.

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SEDENTARISMO

A atividade física confere redução do risco de doença vascular. O sedentarismo leva ao aumento de peso, predispondo à hipertensão, diabetes, níveis inadequados de colesterol no sangue, todos os fatores de risco para AVC já comentados. Começar uma atividade física regular, por exemplo, caminhadas três vezes por semana trazem benefícios à saúde.

A DIETA E O COLESTEROL

O excesso de gordura no sangue (dislipidemias), especialmente de colesterol, leva à formação de placas nas paredes das artérias. Isto as torna mais estreitas e reduz o fluxo sanguíneo, aumentando a chance de a pessoa ter um AVC. Você pode diminuir este risco mudando a sua dieta, principalmente reduzindo o consumo de gordura animal.

A obesidade deve ser controlada, principalmente por sua associação com a diabetes, inatividade física, hipertensão arterial e dislipidemias. Para controlar adequadamente o peso e diminuir os riscos de desenvolver um AVC consulte o seu médico e um nutricionista.

ÁLCOOL E DROGAS

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas associa-se ao grande aumento na incidência de AVC. O consumo rotineiro de álcool leva a hipertensão e níveis inadequados de colesterol no sangue – fatores de risco já citados.

O uso de cocaína ou crack é capaz de gerar lesão arterial e picos hipertensivos, sendo associado ao desenvolvimento de AVC.

ANTICONCEPCIONAL

O uso de pílulas anticoncepcionais pode favorecer o surgimento de AVC, principalmente em mulheres fumantes, ou com hipertensão arterial, ou com enxaqueca. É muito importante que você consulte o seu médico para que ele avalie a sua condição clínica e oriente da melhor maneira possível. Não tome nenhuma decisão sem antes consultar o seu médico.

APRENDA A RECONHECER O AVC

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Início súbito de qualquer dos sintomas listados abaixo:

  • Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo
  • Confusão, alteração da fala ou compreensão
  • Alteração na visão (em um ou ambos os olhos)
  • Alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar
  • Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente

Se você ou alguém que você conhece estiver com um destes sintomas NÃO ESPERE MELHORAR! CORRA! Cada segundo é importante e fundamental na recuperação e na diminuição de possíveis sequelas.

A orientação é ligar imediatamente para o número 192 (SAMU) para que possam enviar o atendimento a você.

Outro dado importante é observar / checar / anotar a hora em que os primeiros sintomas apareceram. Se houver rapidez no atendimento do AVC, até 4,5 horas do início dos sintomas um medicamento que dissolve o coágulo pode ser dado aos pacientes com AVC isquêmico, o tipo mais comum de AVC, diminuindo a chance de sequelas.

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a doença que mais mata os brasileiros, sendo a principal causa de incapacidade no mundo. Aproximadamente 70% das pessoas não retornam ao trabalho após um AVC devido às sequelas e 50% ficam dependentes de outras pessoas no dia a sai. Apesar de atingir com mais frequência indivíduos acima de 60 anos, o AVC pode ocorrer em qualquer idade, inclusive nas crianças. O AVC vem crescendo cada vez mais entre os jovens, ocorrendo em 10% de pacientes com menos de 55 anos e a Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization) prevê que uma a cada seis pessoas no mundo terá um AVC ao longo de sua vida.

 

O QUE É O AVC?

Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode ser definido como o surgimento de um déficit neurológico súbito causado por um problema nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central. Classicamente o AVC é dividido em 2 subtipos:

AVC isquêmico: ocorre pela obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral causando falta de circulação no seu território vascular. Ele é responsável por 85% dos casos de AVC.

AVC hemorrágico: o acidente vascular cerebral hemorrágico é causado pela ruptura espontânea (não traumática) de um vaso, com extravasamento de sangue para o interior do cérebro (hemorragia intracerebral), para o sistema ventricular (hemorragia intraventricular) e/ou espaço subaracnóideo (hemorragia subaracnóide).

 

O próximo post também vai falar de AVC! O que será que vem por aí?

 Como prevenir as doenças vasculares?

 

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Doença vascular é toda doença que altera a integridade dos vasos sanguíneos.  Pode ser causada por herança familiar ou genética, por hábitos de vida nocivos ou pela forma como trabalhamos, medicações e traumas acidentais que podem comprometer nossos vasos. Abaixo, as formas de prevenção para cada uma das causas:

Há doenças herdadas que predispõe a formação de coágulos, que tanto obstruem localmente o fluxo de sangue, como podem viajar pela corrente sanguínea até alojar-se em outros orgãos, como o pulmão. A prevenção está ligada ao diagnóstico familiar e precoce que deve ser feita por um médico.

O que faz mal?

  • Alimentação rica em gordura: refrigerantes e doces podem aumentar o colesterol “ruim” que, com o passar do tempo, “infiltra-se” dentro da parede dos vasos criando verdadeiras placas de gordura e cálcio.
  • Trabalhar em pé, em uma posição fixa ou sedentarismo podem levar a uma redução do fluxo de sangue nas partes do corpo distantes do coração. Pode surgir veias “saltadas” – as varizes — que muitas vezes são dolororas e esteticamente comprometedoras.

O que faz bem?

  • A prevenção se dá pela mudança e movimentação durante o expediente, estimulando a circulação. Para acidentes que lesam o vaso, pode-se somente evitar o evento em si.
  • Atividade física regular (ao menos três vezes na semana) e alimentação balanceada, rica em alimentos frescos, verduras, carnes e aves, com pouca quantidade de frituras, gordura, sal e açúcar.
  • Visitas periódicas ao médico (quanto mais idoso, mais deve buscar orientação médica).

 

E lembre-se! Nossa saúde vascular depende da ajuda do médico vascular sim, mas principalmente de nós, por meio do cultivo dos bons hábitos.

Colesterol alto não é brincadeira

 

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Colesterol todo mundo tem – e, acredite, ele é imprescindível para o funcionamento de todo o organismo. Entre as funções que essa gordura desempenha no nosso corpo estão formar a membrana que recobre as células e garantir, assim, a entrada e a saída de substâncias; produzir vitamina D e hormônios sexuais; e fabricar a bile, líquido importante para o processo digestivo.

O problema existe quando as frações do colesterol estão em níveis inadequados. Estamos falando do LDL, conhecido como colesterol ruim, e do HDL, que é bom. Entenda: o LDL é aquele que se acumula nas paredes das artérias, o que leva a episódios de infarto e derrame; já o HDL tem exatamente a função de remover esse excesso de gordura dos vasos.

Diversos fatores podem contribuir para que ocorra um desbalanço nesse processo. Na infância, o principal deles é a obesidade – problema que já atinge uma em cada três crianças brasileiras de 5 a 9 anos, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde, divulgada em junho de 2015. Isso acontece porque, entre aqueles que estão acima do peso, o HDL costuma estar em baixa e o triglicérides, em alta.

Idade não é documento

Quando se trata de colesterol alto, a idade não importa – ele pode dar as caras em qualquer faixa etária. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), 20% das crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos apresentam níveis elevados de colesterol no sangue, sendo que 8% têm altos valores de LDL e 45% contam com baixas taxas de HDL.

Embora esses números se devam, em boa parte, aos altos índices de obesidade no país, o excesso de peso não é o único fator que favorece o colesterol nas alturas. Doenças como diabetes e hipotireoidismo também podem desequilibrar as taxas lipídicas dos pequenos.

A genética também conta. Crianças que têm parentes de primeiro grau com problemas de colesterol estão mais propensas a desenvolver a complicação – e de forma mais precoce.

Há ainda casos raros em que o pequeno tem colesterol alto antes mesmo de nascer.

POR QUE O INFARTO ACONTECE?

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O infarto do miocárdio nada mais é do que a morte do músculo cardíaco por falta de irrigação. Isso acontece quando alguma coronária o nome das artérias da nossa bomba fica entupida, num processo chamado aterosclerose, obstruindo a passagem de sangue que leva oxigênio e nutrientes aos tecidos. Se isso durar mais que 20 minutos, o dano é irreversível e as células são destruídas.

Nem sempre os sintomas são tão evidentes: além da clássica dor ou aperto no peito e da falta de ar, a pessoa pode sentir enjôos, dores nos braços, no pescoço, nos ombros e nas costas, e até desmaiar. Mas às vezes a vítima nem chega a sentir nada.

No tratamento, podem ser usados desde remédios para revascularizar a área atingida até procedimentos como a angioplastia, que devolve a irrigação através de um cateter que viaja pelos vasos até o coração. Lá, infla-se uma espécie de balão que alarga as artérias estreitadas, liberando a passagem do sangue. Muitas vezes coloca-se também um stent, espécie de molinha que mantém a abertura por onde circula o líquido.

A taxa de sucesso dessas técnicas chega a 90%. Nos casos mais graves, quando há vários bloqueios em grandes artérias, a saída é a cirurgia de ponte de safena. Nela, o médico constrói uma espécie de desvio no local da obstrução usando um pedaço da veia safena, por onde o sangue passa a circular normalmente.

Sintomas de infarto: dor no peito não é único sinal

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As doenças cardiovasculares são líderes em morte no mundo, sendo responsáveis por quase 30% das mortes no Brasil. Dentre estas, o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é a causa principal. Os fatores de risco para o infarto são:

  • obesidade,
  • hipertensão,
  • colesterol alto,
  • estresse,
  • diabetes,
  • infartos anteriores.

O infarto acontece quando parte do músculo cardíaco morreu por falta de oxigênio. A nutrição do músculo é feita pelas artérias coronárias, que levam sangue e nutrientes até o coração. Se uma artéria dessas “entupir” – que ocorre quando uma placa de gordura perto da parede interna do vaso rompe – o fluxo de sangue é interrompido e aquela área entra em sofrimento (causando dor) e se esse fluxo não for reestabelecido a tempo, o tecido morre.

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Identificando o infarto

A dor do IAM é uma sensação mal definida, surda, que pode se alojar em qualquer local entre o lábio inferior e a cicatriz umbilical. Ainda que a maioria das pessoas sinta dor no meio do peito, em aperto, espalhando para o braço direito, vemos com muita frequência apresentações menos características. Já vi pessoas com dor no queixo, dor nas costas. As características do infarto em mulheres são muito menos típicas, com queixas de queimação ou agulhadas no peito ou ainda falta de ar sem dor. Qualquer dor nessas regiões que se mantêm por mais de 20 minutos deve ser investigada e considerada doença grave, especialmente se associada aos seguintes sintomas:

  • Vômitos
  • Suor frio
  • Fraqueza Intensa
  • Palpitações
  • Falta de ar.

Na presença dessas sensações, é de extrema importância procurar ajuda no pronto socorro mais próximo em no máximo uma hora. Conforme o tempo passa a dor diminui, mas o dano torna-se mais extenso e irreversível. Após 12 horas de dor, o músculo em sofrimento já morreu quase por completo.

ERISIPELA

 

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Basta um corte, ou uma pequena fissura, frieira ou acne. Caso pequenos ferimentos como estes entrem em contato com um ambiente contaminado, é muito grande a chance de se desenvolver erisipela.

Na maioria das vezes se trata da bactéria Streptococcus pyogenes ou Haemophilus influenzae tipo B e, invariavelmente, a manifestação ocorre da seguinte forma: a bactéria migra pela circulação, disseminando-se nos vasos linfáticos, no tecido celular subcutâneo e na própria pele, causando uma infecção. Por este motivo, a erisipela – cujo nome vem de um termo grego para “pele vermelha” – é chamada também de linfangite.

O quadro infeccioso gera uma celulite aguda (vale destacar que o uso correto deste termo está relacionado a esta doença, e não ao que ficou popularmente conhecido na área da estética como celulite que, por sua vez, vem a ser uma depressão cutânea ligada à gordura e cujo nome correto seria lipodistrofia). Dessa forma, os primeiros sinais na região com erisipela são o enrijecimento, dor, rubor, calor e inchaço da pele.

Este sintoma, no entanto, não é o alerta inicial da presença da bactéria. Logo quando se adentra na corrente sanguínea, os primeiros sintomas que se apresentam são:

  • Náuseas,
  • Vômitos,
  • Nódulos satélites (linfadenites),
  • Febre (incluindo febre alta).

Por ser uma doença cujas portas de entrada mais comuns são os pés, a presença da erisipela está muito associada às pernas, mas qualquer parte do corpo está sujeita a ser acometida pela infecção. Cortes em dedos das mãos, por exemplo, podem ser uma maneira de a bactéria entrar – por isso se fazem necessários cuidados com instrumentos de manicure, por exemplo. No rosto, pode acontecer através dos ferimentos provocados pela acne. De qualquer maneira, dentre todas as regiões, costuma ser mais grave nos membros inferiores, já que eles sofrem o efeito da gravidade, o que dificulta o retorno do sangue e da linfa (vasos linfáticos) desta região, acentuando o inchaço e dor na região afetada.

Tratamento

No estágio inicial, o tratamento se dá de maneira doméstica, ou seja, por meio de antibióticos e repouso absoluto. Visto que em 25% dos casos a erisipela costuma voltar àqueles que já a contraíram pela primeira vez (devido ao comprometimento dos vasos linfáticos), é muito importante prevenir-se evitando portas de entrada e buscando tratamento urgente.

Prevenção

Entre as principais prevenções estão: enxugar bem os pés para evitar a proliferação de fungos; tratar doenças dermatológicas como micoses e frieiras; utilizar instrumentos de manicure e pedicure devidamente esterilizados; não expor os pés a ambientes com riscos de contaminação; entre outras situações que favoreçam a entrada da bactéria. Para as erisipelas de repetição, alguns casos exigem o tratamento contínuo, com controle específico e acompanhamento médico mensal.

Infelizmente, mesmo após a cura, uma vez afetados pela doença, os vasos linfáticos ficam permanentemente comprometidos e, consequentemente, a funcionalidade da circulação local também. Por este motivo, é importante identificar a erisipela e tratá-la o quanto antes, impedindo seu desenvolvimento, que pode atingir mais tecidos subcutâneos e, em casos mais graves ou em tratamentos indisciplinados, chegar à própria pele.

Perigo ainda maior

A erisipela pode evoluir com a presença de bolhas na pele (erisipela bolhosa), abscessos e até mesmo necrose. Nestes casos, é imprescindível o encaminhamento ao cirurgião vascular, já que estes são situações de intervenção cirúrgica e tratamento com medicamentos endovenosos.

 

 

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