Quais exames precisamos realmente fazer?

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Todo mundo fala que você precisa fazer um checkup, certo? Isto significa dizer que está cuidando da sua saúde. Mas afinal, com qual freqüência e quais exames devem realmente ser feitos? Uma pesquisa do instituto Consumer Reports, nos EUA, aponta que 44% dos americanos passam por exames desnecessários. O mesmo deve estar acontecendo no Brasil.

Algumas pessoas pensam que ficam mais protegidas quando realizam mais exames. Em alguns casos, se o médico não os prescreve, elas procuram outro e sentem que foram mal atendidas. O ideal seria que tivéssemos uma lista básica de exames que precisaremos realizar segundo nossa idade, condições e histórico familiar.

Veja alguns que você talvez precise fazer em algum momento da sua vida:

Pressão arterial : medir a pressão é algo comum a partir dos 18 anos. É importante porque detecta a hipertensão, mostrando o risco de infartos e derrames. Deve ser feita, pelo menos, uma vez por ano.

Hemograma: o exame de sangue mostra a quantidade de celular vermelhas e brancas e deve ser solicitada desde a infância, podendo ser refeito anualmente.

Colesterol e glicemia: são testes de sangue, que avaliam a concentração de gorduras e de açúcar na circulação. Deve ser feito depois dos 18 anos, de acordo com a necessidade. Depois dos 40, deve ser feito todo ano. Avaliar os altos níveis de colesterol, glicose e triglicérides é importante, já que favorecem as placas capazes de obstruir os vasos e acusam a propensão ao diabete.

Eletrocardiograma e teste ergométrico: são realizados para apurar o risco de ataques cardíacos através de eletrodos sobre o peito. O primeiro é feito com o paciente deitado e o segundo, em movimento. Podem ser solicitados ainda na casa dos 20 anos e se tornam obrigatórios após os 40.

Ecocardiograma: é o ultrassom do coração. Pode ser receitado quando o paciente está com cerca de 20 anos, mas também se torna crucial a partir dos 40. A partir de então, costuma ser refeito anualmente. Permite avaliar a capacidade de contração do músculo cardíaco, bem como as válvulas desse órgão, alertando para possíveis disfunções.

Papanicolau: raspa-se as células do tecido que reveste o colo do útero, que são analisadas no microscópio. Deve ser feito todo ano, desde o começo da vida sexual da mulher. Identifica alterações no colo do útero, bem como lesões pelo vírus HPV, que podem abrir caminho para o câncer.

 Mamografia: A mulher é submetida a uma máquina que fornece imagens das glândulas mamárias, o que permite averiguar alterações na região.O exame deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos. Se houver casos de câncer na família, a investigação deve começar mais cedo.

PSA e Toque retal: O primeiro é um marcador sanguíneo de doenças na próstata. O segundo consiste na avaliação da glândula por meio da introdução do dedo do médico no reto do paciente. Deve ser feito a partir dos 40 anos, com repetições que podem ser anuais. Se houver casos de câncer na família, os primeiros exames devem ser feitos por volta dos 35.

Colonoscopia: trata-se de uma investigação da situação do intestino grosso, que é feita com um tubo dotado de uma câmera na ponta. Deve ser feita a partir dos 50 anos, ou antes, caso haja casos de câncer na família. Dependendo do resultado do primeiro exame, a repetição é feita a cada dez anos.

Densitometria óssea: um exame de imagem verifica a densidade e a integridade dos ossos, como a bacia e o fêmur. O exame é recomendado às mulheres a partir dos 65 anos. Se houver menopausa precoce ou osteoporose na família, o rastreamento deve começar mais cedo.

Exames de fundo e pressão do olho: O oftalmologista avalia a porção mais profunda do globo ocular e a pressão intraocular para pesquisar males que danificam a visão, como o glaucoma. Costumam ser realizados em consultas de rotina, mas a investigação se torna de extrema importância a partir dos 50 anos.

Dosagem dos hormônios da tireóide: trata-se de um exame de sangue que calcula hormônios como o TSH e o T4. É solicitado sobretudo às mulheres, que sofrem mais de distúrbios na glândula (hipo e hipertireoidismo). Pode ser prescrito desde a juventude, com periodicidade variável.

 

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