Veja o que é fibrilação atrial e como reconhecer a doença

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Caracterizada por ritmo irregular e acelerado dos átrios do coração, a fibrilação atrial é associada ao avanço da idade acometendo, principalmente, pacientes idosos com problemas cardíacos. Aí, surge o alerta: uma proporção considerável das pessoas que sofrem desta doença não se queixa de qualquer sintoma. Além disso, o atendimento inadequado pode levar a consequências importantes, como eventos tromboembólicos, insuficiência cardíaca e até demência, que são até cinco vezes mais frequentes nesses indivíduos do que naqueles que não apresentam fibrilação atrial.

FIQUE ATENTO!

A fibrilação atrial pode provocar a formação de coágulos no coração, que podem, através da circulação,  chegar às artérias responsáveis por levar o sangue para o cérebro, provocando o entupimento das mesmas

Quais são os fatores de risco da doença?

Alguns fatores como hipertensão arterial, diabetes, presença prévia de insuficiência cardíaca, idade maior do que 65 anos, aterosclerose nas artérias do coração, obesidade, insuficiência renal crônica, doença nas válvulas do coração, doença pulmonar obstrutiva crônica, apneia do sono, uso diário de álcool, dentre outros, aumentam o risco de ocorrência do problema.

 

 

Obesidade infantil aumenta os riscos de problemas cardíacos

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Comer fast food toda semana, devorar pacotes de chocolate, bolachas e balas, beber refrigerante e passar boa parte do dia na frente do computador ou televisão. Quem tem criança em casa precisa de muita atenção e disciplina para não deixar que esse cenário se torne uma realidade. A má alimentação, associada à falta de exercícios físicos, contribui para o aumento do número de crianças com sobrepeso ou obesidade.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 15% das crianças com idade entre 5 e 9 anos são obesas. Uma em cada três estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde.

Além da questão estética, o aumento de peso pode contribuir para o surgimento de doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto. Dessa forma, problemas que até então eram comuns em adultos estão atingindo o público infantil e impactando diretamente na sua qualidade de vida futura.

Um estudo publicado na revista científica New England Medical Journal, da Inglaterra, apontou que crianças com Índice de Massa Corporal (IMC) considerado acima do normal têm mais chances de desenvolverem doenças coronarianas na idade adulta.

Como saber se seu filho é obeso ou está com sobrepeso?

O primeiro passo para começar a cuidar da saúde da criança é identificar se ela tem alguns quilos a mais ou se é obesa.

O sobrepeso, quando o indivíduo está acima do peso ideal, gera menos malefícios para a saúde do que a obesidade, que é uma doença caracterizada pelo excesso de gordura corporal. A obesidade pode trazer muitos riscos para a saúde, como doenças do coração, pressão alta e diabetes, por exemplo

Para identificar o quadro, é necessário calcular o índice de massa corporal (IMC). Para isso, basta dividir o peso (em quilos) pelo quadrado de sua altura (em metros).

O que fazer se seu filho estiver com sobrepeso ou obeso?

– Incentive a prática de atividade física. Os exercícios provocam a queima de calorias e favorecem o emagrecimento.

– Introduza frutas, verduras e legumes na alimentação. Usar a criatividade para atrair o interesse dos filhos pela alimentação saudável faz toda a diferença.

– Amamente. Ainda quando bebê, é indicado que a mãe mantenha amamentação, pelo menos, até os seis meses de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), está comprovado que o aleitamento materno contribui para reduzir as chances de obesidade infantil.

– Dê o exemplo. Os cuidados com a saúde da criança começam dentro de casa. Os filhos são os espelhos dos pais. Por isso, adote hábitos saudáveis e promova uma melhor qualidade de vida para toda a família.

Jornada dupla deixa as mulheres suscetíveis às doenças do coração

 

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Nas últimas décadas, as mulheres provaram que são capazes de assumir responsabilidades profissionais e alcançar o sucesso na carreira. De sexo frágil mostraram que não têm nada. Ao contrário, conseguem dar conta de jornada dupla, por vezes tripla, o que engloba dedicação ao trabalho, casa, filhos, marido e, em algumas vezes, até a realização de estudos complementares.

Esse cenário é comprovado pelos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde. Segundo a OMS, 17 milhões de pessoas morrem por ano vítimas de doenças cardiovasculares. No Brasil, são relatados cerca de 360 mil casos anuais e, aproximadamente, 30% dos casos de infarto têm mulheres como vítimas. No entanto, a combinação entre estresse no trabalho, rotina doméstica e fatores de risco (sedentarismo, tabagismo e obesidade, por exemplo) comprometem a qualidade de vida delas. A falta de atenção com a saúde e o acúmulo de tarefas vêm deixando as mulheres mais vulneráveis às doenças cardíacas.

Veja três sinais que indicam que você está abrindo mão da qualidade de vida:

1- Celular sempre em mãos

Se o celular tornou-se sua companhia inseparável e, se a todo momento você está checando e respondendo e-mails, é hora de prestar atenção. A ansiedade em dar conta do trabalho em períodos que deveriam ser dedicados a família, por exemplo, comprometem o bem-estar do organismo.

2- Alteração no sono e apetite

Fique de olho se você começou a apresentar quadros de insônia e falta (ou excesso) de apetite. Tudo isso pode ser reflexo da sobrecarga diária e contribui para casos de fadiga intensa. Se você se sente exausta, é importante analisar se esse cansaço vem acompanhado de sintomas como depressão, estresse e alteração de humor e até mesmo de dores no estômago ou pontadas no peito. O acompanhamento médico é muito importante nesses casos.

3- Alimentação em segundo plano

A rotina diária da mulher moderna faz com que ela acumule tarefas ao longo do dia. Como muitos dos compromissos precisam ser resolvidos em horário comercial, ela normalmente se desdobra para dar conta de tudo. Com isso, a hora do almoço, muitas vezes, acaba sendo comprometida, já que aproveita esse tempo para resolver pendências. A má alimentação é responsável por desencadear uma série de problemas de saúde, entre eles a hipertensão arterial, obesidade e diabetes. Fatores que podem desencadear doenças cardiovasculares.

O nervosismo, a ansiedade, o tabagismo, a má alimentação e o histórico familiar são fatores que, em conjunto, podem potencializar o surgimento de sérios problemas de saúde, entre eles: obesidade, hipertensão arterial, diabetes, infarto do miocárdio, angina (dor no peito) e doença arterial coronária (DAC).

3 dicas para evitar o risco de doenças do coração:

1- Alimente-se de forma saudável

É possível unir praticidade com qualidade. Se a correria diária impedir uma refeição em restaurante, opte por um sanduíche natural acompanhado de um suco de frutas. Diminua a ingestão de alimentos gordurosos e de açúcares do seu cardápio. Isso ajuda a diminuir o índice de colesterol e gordura do sangue, fatores que contribuem para o entupimento das artérias coronarianas.

2- Pare de fumar

Por mais difícil que possa ser largar um vício, está mais do que comprovado que o cigarro faz mal à saúde e é um vilão para o coração. Quando associado ao uso de pílula anticoncepcional intensifica as chances de problemas cardíacos, já que os dois juntos incentivam a formação de coágulos nas artérias e veias, interrompendo a irrigação do músculo cardíaco e levando ao infarto. A combinação de cigarro com pílula também pode contribuir para odesenvolvimento de AVC (acidente vascular cerebral), trombose e varizes.

3- Mexa-se

A prática regular de atividade física, em ritmo moderado e com duração de, no mínimo 30 minutos, ajuda a melhorar o funcionamento do organismo, controlar a hipertensão arterial, diabetes e colesterol.

É importante também lembrar que as doenças coronarianas aparecem com frequência nas mulheres por volta dos 50 anos, após a menopausa. Nesse período, ocorre a diminuição da produção do estrogênio, hormônio feminino produzido pelos ovários, aumentando as chances de doenças cardiovasculares. Não deixe de acompanhar essa fase com um ginecologista e endocrinologista.

Hereditariedade pode ser a causa de doenças cardiovasculares?

 

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Essa é uma preocupação constante na vida de pessoas que têm histórico familiar de problemas cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são as principais causas mundiais de morte. No Brasil, 300 mil pessoas morrem anualmente, ou seja, um óbito a cada dois minutos é causado por esse tipo de enfermidade.

Além dos fatores biológicos, hábitos como tabagismo, sedentarismo, má alimentação e alto índice de gordura abdominal também influenciam no desenvolvimento das doenças cardiovasculares. A boa notícia é que ao mudar os hábitos alimentares, evitando alimentos industrializados, gorduras e introduzindo na dieta frutas, vegetais e carnes brancas e, também o estilo de vida, inserindo a prática de pelo menos 30 minutos diários de atividades físicas em ritmo moderado, as chances de desencadeamento desses problemas reduzem significativamente.

Entre as doenças cardiovasculares mais comuns estão:

  • Infarto agudo do miocárdio: tem como principais sintomas a forte dor no peito, podendo irradiar para o braço esquerdo, acompanhada de suor excessivo, falta de ar e mal-estar. Importante ressaltar que embora estes sejam ossintomas mais comuns do infarto, outros sinais como dores fortes nas costas e no queixo também são característicos. Nas mulheres, os sintomas são parecidos podendo também apresentar dor forte na boca do estômago, acompanhado de náuseas e fadiga intensa. Assim que iniciarem os sintomas é recomendado procurar atendimento médico imediato, já que após 12 horas do início dos sintomas, o músculo cardíaco quase não tem mais chance de recuperação.
  • Doença vascular periférica: é ocasionada pelo depósito de gordura com obstrução das artérias periféricas do corpo. Normalmente, os portadores desta doença, sentem dificuldade para caminhar associada com dormência nos membros inferiores e queda de temperatura local.
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC): o acúmulo de placas de gorduras depositas nos vasos sanguíneos cerebrais pode causar a obstrução do vaso cerebral intracraniano e a partir da ruptura desta placa ou de fenômenos embólicos (trombo que pode se deslocar de outro lugar) a pessoa pode sentir fortes dores de cabeça, acompanhada de tontura e paralisação de membros e até da face. O socorro imediato é importante para evitar sequelas e aumentar as chances de sucesso no tratamento.
  • Angina: quando falta oxigênio no coração ocorre uma dor intensa no peito, braço ou nuca. Essa dor surge, geralmente, após ter sido feito algum esforço físico. Trata-se de uma manifestação da doença arterial coronária, que nada mais é do que a formação de placas de gordura nas artérias do coração. A evolução do caso da angina pode causar um infarto. Os sintomas são muito parecidos.
  • Insuficiência cardíaca: Falta de ar, cansaço extremo, tosse seca em posição deitada, dificuldade para dormir com travesseiro baixo, inchaço das pernas, taquicardia em repouso e falta de apetite são os principais sintomas deste problema, que ocorre quando o coração não consegue bombear com eficiência todo o sangue pelo sistema circulatório.

Ao sinal de qualquer sintoma que possa vir a ser uma doença cardiovascular é muito importante procurar acompanhamento médico. A realização de exames preventivos também é indispensável.

Doenças do coração: um perigo silencioso

 

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Ao pensar em doenças cardiovasculares, principalmente infarto do miocárdio, logo associamos o problema às dores fortes no peito que podem ocasionar a morte súbita. O raciocínio não está errado. Porém, em muitos casos, esse mal é silencioso, o que caracteriza uma das formas mais perigosas de manifestação das doenças cardíacas. Ou seja, quando descoberta, pode ser fatal.

É comum ouvir relatos de vítimas de infarto reforçando que há algum tempo estavam sentindo uma pequena pressão no peito e fadiga ao subir uma escada, por exemplo. Mas não deram importância ao sintoma, já que não era intenso e agudo.

Prevenção é a melhor saída

A mudança de hábitos alimentares e do estilo de vida é uma alternativa que deve ser adotada para quem quer ter uma vida com mais qualidade e saúde e preservar o órgão cardíaco. A prática regular de exercícios, no mínimo três vezes por semana e com intensidade moderada, além da eliminação de alimentos gordurosos e ricos em açúcares são indicados para diminuir os índices de colesterol, triglicérides, controlar o diabetes e a hipertensão. Esses fatores impulsionam o surgimento de problemas do coração quando fora de controle. Além disso, realizar check-ups preventivos, ao menos uma vez por ano, também é uma medida importante.

Para evitar complicações mais sérias, não ignore qualquer indício que possa aparentar um problema cardíaco. Programe-se para fazer um acompanhamento médico com frequência e passe a dedicar mais tempo cuidando de sua saúde. O benefício é exclusivo para você.

 

Xô colesterol: descubra o que fazer para se livrar desse mal

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Fundamental para a produção de hormônios e até da vitamina D, o colesterol é um tipo de gordura vital produzida pelo nosso organismo. Contribui para a produção do cortisol e de hormônios sexuais, além de auxiliar na regeneração celular. Além da produção natural pelo corpo, ele também pode ser obtido por meio do consumo de carnes, ovos e leite (alimentos de origem animal).

Mas então por que tanta preocupação quando falamos sobre o assunto? O problema aparece quando o colesterol está presente em excesso no nosso organismo. Ele é considerado um mal silencioso e responsável por potencializar o desenvolvimento de uma série de problemas à saúde, principalmente, as doenças cardiovasculares.

Isso acontece porque quem sofre de colesterol alto não costuma apresentar sintomas. Os sinais aparecem quando já ocorreram a formação das placas de gordura nas artérias, e a situação já pode estar avançada, aumentando risco de infarto e de derrame. Nesse caso, a pessoa passa a sentir sintomas cardíacos como dor, queimação e pontada no peito, além de falta de ar, sudorese, palpitações e fadiga ou sintomas neurológicos como dormência no corpo, paralisia ou perda da consciência. Quadros que, se não tratados, pode provocar um infarto ou acidente vascular cerebral.

Para explicar melhor, ele é classificado em dois tipos:

  • LDL colesterol: conhecido como “ruim”, ele pode se depositar nas artérias e provocar o seu entupimento.
  • HDL colesterol: conhecido como “bom”, retira o excesso de colesterol para fora das artérias, impedindo o seu depósito e diminuindo a formação da placa de gordura.

O que influencia se o colesterol é saudável ou prejudicial é o tipo da lipoproteína (pequena estrutura formada por lipídios e proteínas) que o envolve.

Para evitar o LDL, o mais indicado é:

  • Cuidar da alimentação, evitando o consumo de gordura saturada e açúcar;
  • Manter o peso dentro da normalidade;
  • Evitar o consumo de bebida alcoólica em excesso (mais de duas doses por dia);
  • Realizar exames preventivos com frequência.

Doenças cardiovasculares vão além do infarto

 

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Ao sinal de uma dor forte no peito imediatamente associamos o sintoma com um possível infarto. No caso de homens, a dor intensa neste local, realmente, é um sintoma que merece atenção e que pode caracterizar um infarto agudo do miocárdio. Nas mulheres, os sintomas do infarto são um pouco diferentes, como falamos na semana passada.

Entretanto, existem outras doenças coronárias que também devem ser levadas em consideração pela população. Conheça tipos de doenças cardiovasculares, que vão além do infarto:

Fibrilação Atrial: pouco conhecida pela população, essa doença é caracterizada pelo ritmo de batimentos cardíacos rápidos e irregulares dos átrios do coração. Ela acomete preferencialmente idosos acima de 70 anos e pessoas com problemas cardíacos. Se o problema não for controlado, pode provocar a formação de coágulos dentro do coração, que são expelidos durante o batimento cardíaco. Com isso, ocorre o entupimento das artérias que levam sangue para o cérebro, impedindo a circulação sanguínea. Esse quadro pode ocasionar um AVC. Controlar a pressão arterial, o diabetes e realizar atividade física moderada regularmente ajudam a prevenir o acidente vascular cerebral e outras complicações.

Sopro: é caracterizado como uma alteração no som que o sangue faz ao passar pelo coração e ou sistema vascular. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 80% das crianças tem algum tipo de sopro ao longo da vida. Nem sempre o problema está relacionado a um problema cardíaco, mas deve ser investigado.

Doença vascular periférica: é ocasionada pelo depósito de gordura com obstrução das artérias periféricas do corpo. Normalmente, os portadores desta doença, sentem dificuldade para caminhar associada com dormência nos membros inferiores e queda de temperatura local.

Angina: quando falta oxigênio no coração ocorre uma dor intensa no peito, braço ou nuca. Essa dor surge, geralmente, após ter sido feito algum esforço físico. É uma manifestação da doença arterial coronária, que é a formação de placas de gordura nas artérias do coração. A evolução do caso da angina pode causar um infarto. Os sintomas são muito parecidos.

Insuficiência cardíaca: Falta de ar, cansaço extremo, tosse seca em posição deitada, taquicardia em repouso e falta de apetite são os principais sintomas deste problema, que ocorre quando o coração não consegue bombear com eficiência todo o sangue pelo sistema circulatório.

Em sinal de qualquer sintoma que possa vir a ser uma doença cardiovascular, procure acompanhamento médico. A realização de exames preventivos também é indispensável. Entre os métodos de diagnósticos mais comuns utilizados para esses casos estão ecocardiograma, eletrocardiograma, teste ergométrico, cateterismo cardíaco, holter 24 horas e monitor cardíaco portátil.

7 hábitos para manter a saúde do coração

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Se você já chegou ou passou dos 40 anos, já deve ter percebido que muitas mudanças ocorrem no organismo e que é preciso ter mais cuidado com a saúde. Quando falamos da saúde do coração, torna-se ainda mais necessário controlar os fatores de riscos e mudar alguns hábitos de vida e alimentares. A partir desta faixa etária aumentam as chances de desenvolvimento de problemas cardíacos, principalmente o infarto agudo do miocárdio. A boa notícia é que ainda dá tempo de salvar seu coração! Ao adotar algumas mudanças no estilo de vida e na rotina, é possível viver com mais qualidade nos próximos anos e manter seu coração saudável.

Tome nota!

  • Evite o cigarro: além de causar problemas respiratórios e oncológicos, o cigarro também é um dos responsáveis por potencializar os riscos de doenças no coração. Ao deixar de fumar, a pessoa reduz imediatamente pela metade o risco de morrer do coração e, em cinco anos, zera.
  • Diminua o peso: quando estamos acima do peso, o coração fica mais espesso e precisa de mais força para bombear o sangue. Além disso, o acúmulo de gorduras provoca a obstrução das artérias, o que dificulta a passagem do sangue. O sobrepeso também dificulta o controle do colesterol e da pressão arterial.
  • Pratique exercícios regularmente: a prática de atividades físicas melhora a saúde do coração e os vasos sanguíneos. Também ajuda na diminuição da glicose, risco de trombose e reduze a inflamação no sangue. O ideal é destinar cerca de 30 a 40 minutos por dia para a realização de atividades físicas, em ritmo moderado.
  • Controle pressão arterial: a hipertensão arterial é uma doença cardiovascular crônica que atinge principalmente vasos sanguíneos, coração, cérebro e rins. Consulte sempre o médico para medir a pressão sanguínea. Acima de 140 por 90 mmHg (ou 14/9) ela já pode ser considerada alta.
  • Evite estresse e tensão: nem sempre é fácil controlar as situações de nervosismo e tensão. Mas, quando esfriamos a cabeça, percebemos que ficar nervoso não resolve nenhum problema. Ao contrário, contribui para danificar o sistema nervoso.
  • Reduza o consumo do açúcar: evite alimentos com alto teor de açúcar refinado, como bolos e outros doces. Fique também atento ao conteúdo de açúcar das bebidas. O açúcar aumenta o índice de glicose no organismo.
  • Controle o colesterol: a alteração no nível do colesterol faz com se formem placas de gorduras nas artérias, o que pode provocar o endurecimento dos vasos (aterosclerose). Para mantê-lo sob controle é importante incluir na dieta o consumo de alimentos ricos em ácidos graxos e ômega 3, como castanhas e salmão, por exemplo, e também praticar exercícios físicos.

DICA: o corpo no formato ‘maçã’, ou seja, quando a gordura se deposita no meio do corpo, é mais prejudicial para a saúde do coração. Por isso, é importante controlar o tamanho da circunferência da cintura. Nas mulheres, esta medida não deve ultrapassar 80 cm e nos homens, 94 cm.

 

INFARTO: MAIS GRAVE NAS MULHERES

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Até os 60 anos de idade, os homens têm mais propensão a desenvolver problemas cardíacos que as mulheres. A questão é biológica porque as mulheres têm o hormônio estrógeno, que confere certa proteção às coronárias, dificultando entupimentos e, consequentemente, a angina e o infarto.

O estrógeno age no metabolismo do colesterol aumentando os níveis do colesterol bom (HDL) e diminuindo os do ruim (LDL). Isso diminui a chance de formar obstruções. Mas essa proteção vale para mulheres que não estão expostas aos fatores de risco. Hipertensão, colesterol, diabetes, obesidade, estresse e hábitos nocivos como alimentação inadequada, sedentarismo e, principalmente, o tabagismo, superam a proteção promovida pelo estrógeno.

Além disso, quando entram na menopausa, elas param de produzir estrógeno, o que as deixa mais suscetíveis a problemas cardíacos. E não adianta recorrer à reposição hormonal, uma vez que grandes estudos provaram que não há melhora na saúde cardiovascular das mulheres menopausadas.

Infartos mais graves

Quando mulheres sofrem ataques cardíacos, elas têm duas vezes mais risco de morrer que eles, mesmo estando em condições iguais. É preciso entender que o infarto é mais fatal nas mulheres. E quando saem ilesas, acabam ficando mais tempo internadas. Um dos motivos é que as artérias coronárias delas são mais estreitas, o que facilita o entupimento e o agravamento do infarto. Outro é a demora na procura do atendimento. Sim, apesar de serem mais cautelosas no cuidado com a saúde, elas demoram mais a procurar atendimento no caso de um infarto. A dor menos intensa e a preocupação de não se ausentar das tarefas do dia a dia podem ser algumas das explicações para isso.

Os sintomas também são diferentes entre os sexos. Enquanto os homens vivenciam os clássicos sintomas de dores fortes no peito e formigamento no braço, as mulheres sentem fadiga intensa, náuseas e dor na boca do estômago. Como são sintomas mais genéricos, muitas vezes ela não se dá conta de que pode estar infartando e confunde com uma doença qualquer.

Independentemente do sexo, tanto homens quanto mulheres devem ficar atento à saúde do coração. No Brasil, uma pessoa morre a cada cinco minutos vítima de parada cardíaca (muitas vezes causada pelo infarto), sendo essa a primeira causa de morte no país. Lembre-se que, se há diferenças para homens e mulheres, os cuidados são iguais para ambos os gêneros. Identificar e controlar os fatores de risco, evitar o tabagismo e manter atividade física regular e alimentação saudável durante a vida é um dever de ambos.

 

 

As 4 doenças que mais matam

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Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), as doenças cardiovasculares são as principais causas mundiais de morte. No Brasil, 300 mil pessoas morrem anualmente, ou seja, um óbito a cada dois minutos é causado por esse tipo de enfermidade.

Embora fatores não modificáveis, como predisposição genética, contribuam para a ocorrência de tais doenças, essas estatísticas podem ser explicadas principalmente pelos maus hábitos de vida da população. Alimentação não balanceada, rica em gordura saturada, aliada ao sedentarismo, ao sobrepeso, à hipertensão, ao diabetes e ao tabagismo, por exemplo, aumenta consideravelmente o risco de o indivíduo ter um problema cardíaco no futuro.

Várias enfermidades estão no guarda-chuva das doenças cardiovasculares. Enumeramos as 4 que mais levam a óbito no Brasil.

  1. Infarto agudo do miocárdio

O infarto agudo do miocárdio é provocado pela falta de sangue e oxigênio no músculo cardíaco, devido à obstrução da artéria coronária, levando ao quadro de dor no peito, sudorese, falta de ar e mal estar. Ao sinal dos primeiros sintomas, a busca por ajuda é crucial, pois a cada minuto que passa o risco de óbito aumenta em 10%.

  1. Doença vascular periférica

Decorre do depósito de gordura com obstrução das artérias periféricas do corpo. Nos membros inferiores, por exemplo, ocorre redução do fluxo de sangue para as pernas, com queixas de dor e de dificuldade para caminhar associadas à queda da temperatura local com dormência.

  1. Acidente vascular cerebral

As placas de gordura depositadas nos vasos sanguíneos cerebrais podem obstruir um vaso cerebral intracraniano, levando ao quadro de dor de cabeça, tontura e paralisia de um braço, perna e face. Dependo da extensão da lesão, pode comprometer a fala e os processos neurológicos. O socorro imediato pode diminuir as sequelas e a chance de óbito.

  1. Morte Súbita

Compreende o quadro de óbito de forma súbita, ou seja, quando não há chance de socorro, sendo causado, principalmente, pelo infarto agudo do miocárdio.

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