Dor nas pernas pode ser sério

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Elas nos mantém em pé o dia todo e sofrem com a nossa rotina atribulada. Por isso mesmo, as dores nas pernas são a principal causa de reclamações nos consultórios dos angiologistas e, conforme as estatísticas comprovam, estão, na maioria das vezes, relacionadas diretamente aos problemas circulatórios.

Mas, os desconfortos nem sempre são semelhantes e cada um significa uma origem diferente. Dores com sensação de peso, por exemplo, que vêm associadas a inchaço e câimbras, aumentando no fim do dia e após longos períodos em pé, costumam indicar varizes. Elas são resultado da dilatação dos vasos sanguíneos, que pode ser provocada por alterações hormonais, sedentarismo, obesidade e fatores genéticos.

a sensação de queimação na panturrilha durante a caminhada pode ser sinal de problemas arteriais causados pela aterosclerose, doença inflamatória na qual ocorre o entupimento das artérias por colesterol e outros depósitos de gordura.

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As doenças da coluna também têm as pernas como ponto frequente de irradiação. Elas costumam gerar dor em fisgada, que tende a acompanhar o trajeto do nervo na face posterior dos membros inferiores e chegar até os pés. Os casos de dores nas articulações, sobretudo nos joelhos, estão mais relacionados a problemas ortopédicos, como a artrose.

Cada uma das manifestações clínicas e sinais encontrados nas pernas têm importância fundamental na identificação de problemas de saúde. Deixar de avaliar meticulosamente esses sintomas pode ter como resultado o não diagnóstico de doenças graves, capazes de evoluir desfavoravelmente.

Por isso, preste atenção a todo e qualquer sinal!

E lembre-se: procure um médico imediatamente.

Tempo seco, esporte e coração

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Aqui em nosso blog sempre abrimos espaço para incentivar a prática esportiva e falar dos benefícios cardiovasculares proporcionados pelas atividades físicas. Mas, com tempo seco que tem castigado diversas regiões do país, inclusive a região de Jundiaí, é preciso alertar: alergias diversas e respiratórias consequentes ao ressecamento das mucosas, além de sangramento ou laivos de sangue pelo nariz, ressecamento da pele e irritação conjuntival podem ocorrer se deixarmos os cuidados de lado. São eles:

  • Beber muita água
  • Não abusar dos isotônicos devido ao seu conteúdo de sal e glicose,
  • Reduzir a carga de treinamentos,
  • Antecipar os horários de treino para antes das 9hs.
  • Para evitar a desidratação, prefira ambientes fechados, com sistema de umidificação,
  • Pare imediatamente, caso perceba qualquer sintoma no ouvido, nariz ou garganta durante o exercício,
  • Os banhos não devem ser quentes e se deve evitar o uso de buchas, que retiram a proteção de gordura normal da pele.

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Para evitar os danos à saúde humana pela baixa umidade relativa do ar, o Centro de Pesquisas Meteorologicas e Climáticas na Agricultura/Unicamp recomenda:

Entre 20 e 30% – Estado de Atenção

  • Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas
  • Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins etc.
  • Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas etc.
  • Consumir água, sucos e frutas à vontade.

Entre 12 e 20% – Estado de Alerta

  • Observar as recomendações do estado de atenção
  • Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas
  • Evitar aglomerações em ambientes fechados
  • Usar soro fisiológico para olhos e narinas e cremes hidratantes

Abaixo de 12% – Estado de emergência

  • Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta
  • Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10/16 hs como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência etc.
  • Determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas, entre 10 e 16 horas.
  • Durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais etc.

Depressão: saiba os sinais

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Recentemente falamos aqui no blog sobre depressão e a sua relação com os problemas cardiovasculares. Nesta semana, o ator Robin Williams foi encontrado morto, em casa, e a polícia já confirmou o suicídio por asfixia. São muitos os fatores que podem levar o ser humano a este quadro depressivo, mas como diagnosticar?

O diagnóstico de depressão requer a presença de cinco ou mais dos seguintes sintomas que incluam obrigatoriamente espírito deprimido ou anedônia, durante pelo menos duas semanas, provocando distúrbios e prejuízos na área social, familiar, ocupacional e outros campos da atividade diária.

1) Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias;

2) Anedônia: interesse ou prazer diminuído para realizar a maioria das atividades;

3) Alteração de peso: perda ou ganho de peso não intencional;

4) Distúrbio de sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;

5) Problemas psicomotores: agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias;

6) Falta de energia: fadiga ou perda de energia, diariamente;

7) Culpa excessiva: sentimento permanente de culpa e inutilidade;

8) Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar ou concentrar-se;

9) Ideias suicidas: pensamentos recorrentes de suicídio ou morte.

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De acordo com o número de itens respondidos afirmativamente, o estado depressivo pode ser classificado em três grupos:

1) Depressão menor: 2 a 4 sintomas por duas ou mais semanas, incluindo estado deprimido ou anedônia;

2) Distimia: 3 ou 4 sintomas, incluindo estado deprimido, durante dois anos, no mínimo;

3) Depressão maior: 5 ou mais sintomas por duas semanas ou mais, incluindo estado deprimido ou anedônia.

A depressão

A depressão é a tristeza quando não acaba mais. É uma doença que ataca tão subrepticiamente, que a maioria dos que sofrem dela nem percebem que estão doentes. De cada dez pessoas que procuram o médico, pelo menos uma preenche os requisitos para o diagnóstico de depressão.

Nos casos mais simples, a pessoa pode curar-se por conta própria em duas a quatro semanas. Passado esse período sem haver melhora, os especialistas recomendam atenção e tratamento.

Depressão pode causar doenças do coração

shutterstock_167694629 Engana-se quem pensa que a depressão é caracterizada somente por tristeza e falta de interesse nas atividades cotidianas. Às vezes, a doença pode se manifestar como infartos e AVCs (acidente vascular cerebral). Esse tipo de reação é mais comum em homens, apesar da doença atingir duas ou até três vezes mais mulheres. Isso acontece porque o paciente deprimido sofre alterações endócrinas e imunológicas graves, que afetam o funcionamento do cérebro. Algumas são bem negativas, como o aumento do colesterol e dos triglicerídeos na corrente sanguínea, da pressão arterial e aceleração da frequência cardíaca. Outro agravante para o coração é o cortisol. O hormônio é liberado em pessoas sob estresse, fator presente em muitos portadores de depressão. Por outro lado, quem sofre de problemas cardíacos também apresenta maior predisposição para desenvolver depressão.

  • Depressão na população em geral é de 4% a 7%,
  • Depressão em portadores de doenças coronarianas salta para 14% a 47%

shutterstock_98508260 Desafio da prevenção Como o risco de infarto é maior em pacientes com depressão, é necessário ainda mais cuidado para combater os fatores de risco para doenças cardiovasculares. Mas isso não é simples, afinal uma pessoa deprimida tem pouca motivação para cuidar de sua alimentação e fazer exercícios com regularidade. A situação pode ser ainda mais grave se o paciente já apresentar fatores de risco para o coração, como excesso de peso. A intervenção médica deve ser rápida, com terapia e uso de medicações.