Pé diabético: como prevenir?

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Entre as complicações crônicas do diabetes está o popularmente conhecido pé diabético. Ele ocorre com mais frequência nas pessoas que não fazem controle adequado dos níveis de glicemia (açúcar) no sangue.

Pessoas que têm diabetes durante 10 ou 20 anos começam a apresentar diminuição da circulação arterial e redução da sensibilidade dolorosa e térmica nos membros. Taxas aumentadas de glicose no sangue por longo período de tempo podem causar esta neuropatia, que é sentida como um formigamento, agulhadas, dor, dormência, queimação ou fraqueza nos membros.

Diferente do que acontece com problemas circulatórios, que dão dores na batata da perna ou nas coxas quando as pessoas se movimentam e melhoram com o repouso, os sintomas da neuropatia são piores à noite, ao deitar.

Normalmente, o diabético só se dá conta da lesão quando ela está em estágio avançado e quase sempre com uma infecção secundária, o que torna o tratamento extremamente difícil, devido à insuficiência circulatória.

Prevenção

A prevenção no pé diabético é extremamente importante para que a doença não se desenvolva. Fique atento aos cuidados a seguir:

– O exame diário dos pés, bem como a proteção dos dedos, é a maneira mais fácil de evitar o aparecimento das tão desagradáveis e perigosas lesões;

– É necessário secar bem os pés e cortar periodicamente as unhas;

– As meias sem costura e sem elástico são as melhores para pessoas diabéticas, pois evitam machucados. Prefira usar meias de lã no inverno e meias de algodão no verão. Evite as meias de nylon que dificultam a transpiração e perdem rapidamente a qualidade.

– Procure ter uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regulamente, sempre com orientação do seu médico e de um nutricionista. Isso melhora a circulação arterial.

– Já está comprovado que o maior número de casos de amputações de pés e pernas ocorre nos diabéticos que fumam. Como ninguém quer aumentar os seus riscos, assuma com você mesmo o compromisso de parar de fumar. Caso tenha dificuldades, procure ajuda especializada.

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Tratamento

É fundamental encarar esses pacientes como casos graves, pois é imprevisível o potencial evolutivo da doença, particularmente quando se associa à polineuropatia (distúrbio simultâneo de diversos nervos periféricos no organismo todo), à vasculopatia (doença crônica que se caracteriza pela presença de feridas dolorosas nos membros inferiores) e às infecções.

É necessário o controle rigoroso da glicemia através da dieta e de insulina ou hipoglicemiantes orais, bem como da limpeza diária e tratamento das lesões, o mais imediato possível.

Procure sempre tratamento com profissionais especializados. Dessa forma, os riscos de complicações, ou até mesmo amputações, reduzem em 100% dos casos.

Tratamento adequado previne novas varizes

O processo de formação das varizes sofre influência de várias condições. Entre as principais estão:

  • Obesidade,
  • Calor ambiente,
  • Ortostatismo,
  • Tabagismo,

tabagismo

  • Medicamentos,
  • Altura,
  • Sexo,

gestante

  • Varizes já instaladas,
  • Gestação.

É importante ficar atento porque as varizes, que por conceito são veias permanentemente dilatadas e tortuosas, são sempre consequência do aumento da pressão dentro do vaso. Logo, uma veia varicosa ao se dilatar e aumentar a pressão venosa local progressivamente tende à dissipar essa pressão por outras veias na região, favorecendo a formação de novas varizes, geralmente de menor calibre que a primeira.

Deste modo, vale o alerta: evitar os fatores de riscos conhecidos é a melhor forma de prevenir este problema. Mas, como? É simples!

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  • Manter uma DIETA e hidratação diária adequada,
  • Tratamento das varizes existentes para se conseguir uma adequada prevenção ao surgimento de novas varizes,
  • Fazer atividade física regularmente.

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Não dê bobeira! Independente do seu grau de varizes, procure o Angiologista para iniciar o tratamento mais adequado ao seu caso e evitar a progressão desse problema vascular.

Qual o melhor método para tratar varizes?

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A pergunta feita com mais frequência nos consultórios é sobre qual o melhor método de tratamento para as varizes: “Cirúrgico com a remoção total da veia varicosa” ou “Clínico com aplicações de esclerosantes para secar as varizes”?

A resposta, claro, quem vai dar é o próprio corpo do paciente, em função de seu quadro clínico vascular. Todo profissional diante de um paciente com comprometimento vascular vai procurar avaliar, na totalidade, o quadro clínico angiológico. Diante de evidências de comprometimento de seu sistema venoso, que mostrem a necessidade do tratamento cirúrgico, este deverá ser indicado. Mas, uma boa notícia: com a grande evolução no ato cirúrgico já é possível a retirada da varizes até sem necessidades de cortes.

Do mesmo modo, se a avaliação não evidenciar um comprometimento vascular mais importante, a indicação será por um tratamento clínico localizado, que pode ser feito a partir de aplicações de injeções ou laser nas varizes aparentes. Portanto, independentemente do tipo de tratamento adotado, o mais importante é procurar um médico especializado que deverá realizar uma boa avaliação sobre a sua saúde.