Obesidade já é epidemia no Brasil

A obesidade é um dos fatores de risco das principais doenças vasculares e está diretamente associada às facilidades tecnológicas e ao sedentarismo da vida moderna. Essa doença crônica aumenta em 49% o risco do segundo enfarte do miocárdio nos obesos, chegando a 80% nos casos de obesidade mórbida.

Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (2002-2003), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde, constataram um aumento progressivo da obesidade nas últimas três décadas. O país possui hoje cerca de 38,6 milhões de pessoas acima do peso recomendado, o que corresponde a 10,5 milhões de obesos na população adulta.360205139_orig

Na última década, a obesidade passou a ser considerada uma doença crônica pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo ela, “a obesidade é uma doença crônica e complexa. É uma enfermidade multifatorial, influenciada por fatores genéticos, enzimáticos, endócrinos, familiares, dietéticos e psicológicos, que apresenta graves dimensões sociais e afeta praticamente todas as faixas etárias e grupos socioeconômicos”.

Os dados apontam para uma epidemia global da obesidade e as conseqüências dessa doença para os indivíduos é o aumento da freqüência de outras graves doenças, como hipertensão arterial, arteriosclerose, insuficiência cardíaca, altos níveis de gordura no sangue, diabetes melito, infarto do miocárdio, derrames, dentre outras.

A obesidade deve ser prevenida através de dieta alimentar equilibrada, atividade física regular e modo de vida saudável.

O que sente a pessoa com AVC

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O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente por derrame, é provocado por um distúrbio na circulação sanguínea no cérebro. Isto acarreta em um déficit (diminuição das funções) neurológico que pode persistir por até 24h. Quando este déficit dura mais do que isso, ele, na maioria dos casos, provoca danos irreversíveis.

Existem dois tipos de AVC: o isquêmico e o hemorrágico. O primeiro é caracterizado por uma interrupção do fluxo sanguíneo em uma região específica do cérebro causando problemas somente nela. Já o segundo, provoca outras consequências como o aumento da pressão craniana (devido a maior quantidade de sangue no crânio) e edemas (inchaços) cerebrais, com consequências não somente em regiões específicas.

Os sintomas são vários, dependendo do tipo de AVC que a pessoa sofrer. Uma fraqueza aguda, dormência ou perda sensitiva em alguns dos membros, ou na face, é sinal de uma isquemia em uma região ou hemisfério do cérebro. Também é característica deste tipo de acidente a perda da fala, ou o falar com dificuldades, como a afasia. Quando o acidente é hemorrágico, além dos sintomas acima ocorrerem mais rápidos e agudos, podem ocorrer convulsões que levam o paciente ao coma.

Existem vários fatores de risco, que induzem à doença. O tabagismo, hipertensão, doença cardíaca, a diabete, a fibrilação atrial e qualquer outro mal que facilite a formação de coágulos no sangue.

A importância do exame clínico

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O exame clínico é parte indispensável do diagnóstico das principais doenças vasculares, podendo orientar as etapas seguintes de tratamento e os exames complementares até a obtenção dos resultados finais. Dados apontam que mais de 90% dos casos de doenças vasculares periféricas são possíveis de serem diagnosticadas clinicamente.

Na maioria dos casos, quanto mais cedo constatadas, maiores as chances de cura e tratamento das doenças. É o caso, por exemplo, da doença arterial oclusiva, responsável pela maior procura da consulta médica, na qual o exame físico e o histórico do paciente podem resultar em um diagnóstico seguro.

Um exame vascular geral, que sirva de indicador para o eventual grau de comprometimento arterial, pode ser obtido a partir da medida da pressão arterial, da avaliação de alguns fatores de risco – como o tabagismo e queixas de insuficiência arterial – e da dosagem do colesterol total.

Por isso, por menor que seja o sintoma, não deixe de procurar um médico!

Qual é a causa dos problemas vasculares?

O principal motivo gerador de problemas vasculares é o entupimento dos vasos de nosso organismo. Quando ocorre a obstrução das artérias, alguns órgãos de grande importância podem ser atingidos, como o cérebro, o coração e os pulmões, por exemplo.

Nos casos normais, quando a artéria está em perfeito funcionamento, não existe o risco de que o sangue fique retido, pois circula normalmente por todo o vaso. Podemos dizer que o vaso está saudável, portanto, quando não apresenta problemas graves, como excesso de álcool, nicotina, gordura ou pressão alta.

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A parede do vaso pode ser machucada devido aos prejuízos decorrentes do fumo e do álcool, o que facilita o acúmulo de gordura nas artérias. O acúmulo cada vez maior dessas placas de gordura impede a passagem normal do sangue, gerando um fluxo cada vez mais lento.

A falta de circulação nos vasos pode levar à problemas vasculares como a obstrução total da artéria, comprometendo, num curto período de tempo, os tecidos irrigados. O que também pode ocorrer é o entupimento súbito da artéria quando uma placa de gordura ou um coágulo sangüíneo se solta de algum vaso e se fixa na artéria.

Mãos e pés sempre frios podem indicar problemas vasculares

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Frequentemente, pacientes queixam-se da sensação de frio nas mãos e nos pés. Essa sensação pode ser permanente ou ocorrer em episódios e às vezes é acompanhada de formigamentos. É importante reforçar que, na maioria das vezes, esse desconforto tem caráter benigno, no entanto, para uma minoria de pacientes, a frialdade dos pés pode ser sinal de doença vascular. É possível despertar o alerta quando vem acompanhada de outros sintomas mais severos, tais como dores nas panturrilhas ao andar, palidez ou arroxeamento dos pés e feridas dolorosas e de difícil cicatrização.

A aterosclerose é uma doença caracterizada pela formação de placas de gordura nos vasos arteriais provocando seu entupimento, o que leva a deficiência na circulação sanguínea, particularmente nas partes mais extremas do corpo, como os pés. Assim, estes se tornam mais frios, podendo ainda haver dor nas pernas e pés. As principais causas de aterosclerose são a hipertensão arterial, o diabetes, o cigarro e as dislipidemias (colesterol sanguíneo alto), e usualmente atingem indivíduos acima dos 50-60 anos.

Outra doença circulatória mais rara, porém severa e diretamente associada ao hábito de fumar, é a arterite, uma espécie de inflamação nas artérias que apresenta sintomas semelhantes aos das obstruções provocadas pela aterosclerose. Costuma atingir indivíduos mais jovens, às vezes com menos de 40 anos.

Existem ainda doenças chamadas vasculites, que são processos inflamatórios que atingem vasos sanguíneos muito pequenos, que pode estar associado a doenças como o reumatismo.

De forma oposta, certos pacientes apresentam grande sensibilidade ao frio, e quando têm suas mãos ou pés expostos a baixas temperaturas, apresentam uma forte reação de palidez e/ou cianose (arroxeamento) dos dedos, associada a dor. É o fenômeno de Raynauld, que pode ocorrer isolado ou ser prenúncio de alguns tipos de doenças reumatológicas.

Cada uma dessas doenças tem um tratamento bastante específico e o cirurgião vascular é o especialista mais adequado para identificar problemas mais graves associados a essa sensação.

Meias previnem problema vascular

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No inverno, por conta do frio, as pessoas tendem a se exercitar menos e a consumir alimentos mais calóricos. Esses fatores podem contribuir com o surgimento de algumas complicações vasculares, como problemas circulatórios periféricos, além de varizes e vasinhos nas pernas.

Deste modo, o uso de meias em geral se torna mais comum no inverno e melhor ainda quando, além de aquecerem, elas também podem auxiliar na saúde das pernas. As meias de compressão suave ajudam na prevenção e no tratamento das varizes tanto em mulheres como nos homens e podem ser usadas por todos aqueles que sentem algum sintoma de problemas circulatórios desde os mais simples, como inchaço, até mais graves.

Fique de olho!

As varizes são veias que se tornam doentes, ficam tortuosas, alongadas e dilatadas, dificultando a circulação sanguínea. Outros fatores, como sedentarismo, alterações hormonais, hereditariedade, obesidade, cigarro, uso diário do salto alto, entre outros, podem aumentar a incidência do problema.

Você sabia?

De acordo com levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), as varizes atingem 20% da população adulta e a doença arterial obstrutiva periférica (problemas circulatórios em extremidades do corpo) acomete 20% dos idosos, limitando a qualidade de vida para quem não controla os fatores de risco.

O frio e os problemas vasculares

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As baixas temperaturas podem desencadear a diminuição da circulação sanguínea ao músculo cardíaco e quem sente mais são as pessoas com predisposição ou aquelas que sofrem de problemas do coração.

Isso ocorre porque, quando o corpo sente frio, ele libera uma substância chamada catecolamina que sobrecarrega o sistema vascular e o força a trabalhar mais para manter o equilíbrio térmico. Essa demanda inclui constrição (espasmos) dos vasos sanguíneos, respiração superficial pela boca e aumento da frequência cardíaca. Como os vasos se apertam, principalmente as artérias, o sangue circula com menor intensidade até outras partes do corpo, com riscos especiais ao coração e cérebro.

Gravidade

  • Menos trânsito de sangue até o coração pode causar desde isquemia (falta de alimentação das artérias coronárias) até angina (um tipo de dor no peito).
  • Alterações metabólicas conjugadas a elevação dos níveis de colesterol (as pessoas tendem a comer mais alimentos gordurosos) podem formar perigosas placas de gordura que, com o tempo, põem em risco ainda o fluxo sanguíneo nas artérias do cérebro, resultando em acidente vascular cerebral.
  • O frio excessivo pode levar à ruptura de uma placa aterosclerótica, o que causa a trombose intravascular e a obstrução da artéria.
  • Outra complicação é que o frio expõe mais as pessoas às doenças virais. Para combatê-las o organismo tem de se esforçar e isso pode provocar desequilíbrio do músculo cardíaco, levando a quadros de insuficiência cardíaca, que é marcada por falta de ar durante esforços.

Grupos de risco

Pessoas que sofrem de doenças cardíacas, obesidade, hipertensão arterial e diabetes, especialmente os idosos, por terem uma reserva fisiológica mais restrita.

Orientações

Controlar a pressão arterial, o colesterol e a diabetes mellitus, manter a prática de exercícios físicos (sempre com supervisão profissional), seguir uma dieta saudável (evitar alimentos ricos em gordura) e parar de fumar.