QUANDO AS VARIZES SE TORNAM UM PROBLEMA?

A princípio, aquelas veias dilatadas, de aspecto tortuoso, cor azulada e que ficam bem visíveis na batata da perna podem representar somente um problema estético. Nesses casos, por mais que o indivíduo tenha varizes espalhadas por toda a região dos membros inferiores, não há a manifestação de sintomas como dor, queimação ou ardência, principalmente quando se fica muito tempo em pé. Por outro lado, há quem possua varizes minúsculas, nem tão visíveis, mas que provocam um desconforto tremendo que só melhora quando as pernas ficam de repouso para cima.

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As varizes nada mais são do que veias dilatadas, que podem ser de pequeno, médio ou grande calibre. As veias das pernas possuem válvulas que se abrem e se fecham para que o sangue que chega na região dos membros inferiores consiga retornar até o coração. Entretanto, seja por predisposição genética, gravidez, idade, obesidade ou uso de pílula anticoncepcional, as válvulas passam a funcionar de maneira ineficiente e o sangue fica parado dentro das veias. Resultado: veias dilatadas devido à pressão.

O problema acomete quase 40% da população brasileira, sendo encontrada em 30% dos homens e em 45% das mulheres. Mas quando elas passam a ser preocupantes além da estética?

  • Deve-se ter mais atenção quando as veias apresentam um aspecto muito inchado e os sintomas prejudicam a qualidade de vida do paciente.

Independentemente de ser ou não um problema estético, o tratamento precoce deve começar o quanto antes porque varizes podem levar a quadros de complicações. Um dos sintomas iniciais é a sensação de cansaço nas pernas. Além disso, pode haver a formação de edemas, pois o sangue não consegue retornar. Os eczemas também são uma das complicações, quando a pele fica vermelha, escamosa e coçando.

Devo operar?

A cirurgia basicamente fecha os pontos de refluxo e retira apenas as veias superficiais dilatadas. Normalmente, existem três indicações para o procedimento:

1) estética, para resolver o problema e prevenir a piora do quadro;

2) funcional, quando as veias estão muito dilatadas e o paciente apresenta sintomas;

3) nos casos de urgência, caracterizados quando o paciente apresenta flebite (inflamação) da safena magna na coxa e com progressão para a crossa da safena (região da virilha), levando ao risco de embolia pulmonar.

Antes de operar, devemos nos perguntar se a cirurgia vai trazer benefício estético e/ou funcional ao paciente. Caso contrário, é preferível indicar o uso de meias elásticas a colocarmos o paciente numa mesa cirúrgica.

É importante destacar que o tratamento vai depender da progressão da doença. Se, por exemplo, os sintomas ainda não existem, mas há predisposição familiar, é importante se prevenir fazendo exercícios físicos diários que mexam as pernas, como caminhadas de pelo menos 30 minutos. Meias elásticas também são indicadas (mas devem ser prescritas por especialistas), pois como as veias ficam apertadas, as válvulas passam a bombear melhor o sangue.

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Vasinhos são varizes?

Já os “microvasinhos” (telangiectasias), presente em oito de cada 10 mulheres, são vasos de fino calibre, superficiais, intradérmicos e dilatados, que podem ser eliminados com sessões de escleroterapia. O tratamento consiste em injetar líquidos, em geral uma solução viscosa de glicose a 75%, que oblitera os vasinhos, fazendo-os sumir. Esses vasos de pequeno calibre são considerados os estágios iniciais da disfunção venosa e servem como sinal de alerta.

44% DOS HOMENS NUNCA FORAM AO UROLOGISTA

 

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Pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia com 5 mil homens revela que 44% dos entrevistados nunca foram a uma consulta com um urologista nem fazem exames preventivos. levantamento foi feito em seis capitais brasileiras: Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Brasília.

A pesquisa mostra que 47% dos homens ouvidos nunca fizeram exames para detectar o câncer de próstata. Apenas 23% fazem o exame anualmente. O retrato que essa pesquisa traz é que o homem brasileiro cuida mal da própria saúde. Contudo, apesar dos dados do levantamento, o preconceito em torno da ida ao urologista, relacionado ao exame de próstata, vem diminuindo.

A pesquisa mostra também que 51% dos entrevistados nunca fizeram exames para aferir os níveis de testosterona (hormônio masculino) no sangue e que somente 37% disseram saber o que é a andropausa, período que tem início por volta dos 50 anos e é caracterizado pela redução dos níveis hormonais.

Andropausa

A andropausa constitui um foco de interesse da SBU porque a deficiência de hormônios no homem tem uma série de consequências que não estão relacionadas necessariamente à parte sexual. Os homens que apresentam baixa da testosterona têm, por exemplo, aumento do percentual de gordura na composição do corpo e redução da massa muscular e do vigor físico, bem como da capacidade de concentração. Também sofrem aumento da irritabilidade e têm alterações do sono.

Além disso, a incidência de homens que precisam de reposição hormonal vai aumentando à medida que eles vão ficando mais velhos. Por isso, a necessidade de procurar um tratamento adequado. De acordo com a pesquisa, somente 24% dos homens entrevistados sabem que existe o tratamento com reposição hormonal para controlar os níveis de testosterona.

 

EMBOLIA PULMONAR: PREVENIR E TRATAR

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No último post nós falamos sobre o que é a embolia pulmonar. Hoje, que tal aprender mais sobre prevenção e tratamento? É preciso saber que algumas situações podem representar risco maior para a formação de êmbolos nas veias. Para relembrar, clique aqui! Se não for possível evitá-las, o uso de medicamentos anticoagulantes e trombolíticos em pacientes de alto risco, de meias elásticas, o reinício da atividade física rapidamente nos pós-operatórios e a realização de exercícios para movimentar as pernas durante os períodos de grande imobilidade, são medidas que ajudam a controlar o distúrbio.

Tratamento

O tratamento inicial da embolia pulmonar inclui a administração de oxigênio e de heparina, por via intravenosa, um medicamento de ação rápida que evita o aumento dos coágulos já existentes e a formação de novos coágulos. Essa droga costuma ser posteriormente substituída pela varfarina que produz os mesmos efeitos, mas tem ação mais lenta.  Esses medicamentos precisam ser utilizados com acompanhamento médico, pois aumentam o risco se sangramentos.

A implantação de um filtro na veia cava pode ser um recurso para o tratamento de pacientes com contraindicações para o uso de medicamentos anticoagulantes e nas recidivas, a fim de evitar que novos coágulos atinjam os pulmões.

A embolectomia (retirada do êmbolo pulmonar) é uma intervenção cirúrgica que deve ser considerada apenas nos quadros de embolia pulmonar maciça.

Recomendações:

  • Informe seu médico sobre os fatores de risco para o tromboembolismo em sua família;
  • Procure manter o peso ideal para seu tipo físico e idade;
  • Tente abandonar o cigarro, se você fuma;
  • Fique em pé e caminhe pelo avião nas viagens longas. Nas viagens de carro ou de ônibus, não desperdice as oportunidades para descer do veículo e andar um pouco;
  • Faça exercícios para estimular a musculatura das pernas e a circulação sanguínea sempre que for obrigado a permanecer muito tempo sentado ou imóvel;
  • Procure movimentar-se tão logo seja liberado para levantar-se depois de um procedimento cirúrgico ou de um período de repouso.

EMBOLIA PULMONAR: O QUE É?

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A embolia pulmonar é causada pela obstrução das artérias dos pulmões por coágulos (trombos ou êmbolos) que, na maior parte das vezes, se formam nas veias profundas das pernas ou da pélvis e são liberados na circulação sanguínea. Apesar de mais raros, também existem casos de embolias gordurosas provocadas por traumas ou fraturas, de embolias aéreas (bolhas de ar) e de líquido amniótico.

A gravidade do quadro está diretamente correlacionada com o tamanho do êmbolo. Os maiores podem interromper completamente a circulação pulmonar. Essa condição pode ser mortal.

Causas

São fatores de risco para a embolia pulmonar a imobilidade prolongada, cirurgias extensas, câncer, traumas, anticoncepcionais com estrógeno, reposição hormonal, gravidez e pós-parto, varizes, obesidade, tabagismo, insuficiência cardíaca, idade superior a 40 anos, DPOC e distúrbios na coagulação do sangue.

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Sintomas

Trombos pequenos ou aqueles que são rapidamente desfeitos podem não provocar sintomas, ou provocar sintomas leves que passam despercebidos. Quando os trombos são maiores ou, embora menores, mais de uma artéria pulmonar é afetada, os seguintes sintomas são indicativos da embolia pulmonar:

  • Dor torácica de início repentino ou que vai aumentando de intensidade,
  • Falta de ar,
  • Aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração,
  • Palidez,

Pele e unhas azuladas (cianose), tosse seca ou com sangue, dor aguda no peito e febre podem ser sinais de oclusão de uma ou mais artérias do pulmão e de infarto pulmonar.

Diagnóstico

O levantamento da história clínica e dos fatores de risco do paciente são os primeiros passos para o diagnóstico da embolia pulmonar. Existem, no entanto, exames de laboratório e de imagem que ajudam a esclarecer a suspeita da doença. São eles: o d-dímero que pode ser realizado tão logo seja iniciado o atendimento, a gasometria arterial para medir o nível de oxigênio no sangue, a arteriografia pulmonar, a cintilografia de ventilação pulmonar, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.

O eletrocardiograma e a radiografia de tórax, embora inespecíficos, podem revelar alterações discretas provocadas pela embolia e infarto pulmonar.

O QUE SÃO TROMBOS E COMO EVITÁ-LOS

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Assim como um congestionamento de carros impede que o tráfego flua, os coágulos (trombos) podem obstruir a circulação do sangue no organismo, o que muitas vezes é fatal.

A formação de trombos no interior das veias profundas, em geral nas pernas, pode causar uma doença grave chamada trombose venosa profunda (TVP). Seus sintomas incluem edema (inchaço), dor, rubor (vermelhidão) e calor no local em que se forma o trombo.

A principal complicação da TVP é a embolia pulmonar, situação que a gente vai explicar no próximo post aqui no blog. Qualquer um pode desenvolver TVP, mas seus principais fatores de risco são: cirurgias ou traumas, idade acima de 40 anos, obesidade, tabagismo, uso de pílulas anticoncepcionais ou terapia de reposição hormonal, imobilidade prolongada, câncer, gravidez e pós-parto. Alguns distúrbios de coagulação também predispõem à TVP.

Dicas para evitar a TVP:

  • Mantenha o peso adequado;
  • Faça exercícios físicos regularmente;
  • Não fume.

Em casos de viagens ou imobilização prolongadas:

  1. Procure não ficar muito tempo sem se movimentar;
  2. Levante-se a cada duas horas, caminhe e mexa as pernas;
  3. Tome bastante líquido para garantir uma boa hidratação.
  4. Use meias elásticas.
  5. Faça exercícios que ativem a musculatura das pernas.
  • abra e feche os dedos dos pés;
  • levante e abaixe os calcanhares sem tirar a ponta dos pés do chão;
  • levante e abaixe as pontas dos pés sem tirar os calcanhares do chão
  • gire os pés para ambos os lados. Repita os exercícios 10 vezes.

Colesterol: a prevenção deve começar desde cedo

 

shutterstock_236885392O primeiro passo para afastar o colesterol alto é garantir que o cardápio do pequeno seja saudável e equilibrado – isto é, rico em frutas, verduras, legumes, cereais integrais. Isso porque temos hoje um perfil de alimentação da criança e do adolescente muito ruim, com excesso de carboidratos e gorduras saturadas: segundo um estudo do Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, divulgado no dia 21 de agosto de 2015, 60,8% dos meninos e meninas brasileiros com menos de 2 anos de idade comem com frequência biscoitos, bolachas e bolos. Outros 32,3% costumam ingerir refrigerantes e sucos artificiais, de acordo com o levantamento.

Quando acompanhar?

A partir dos 10 anos de idade, toda criança deve ter o colesterol dosado. A antecipação dos exames só é feita se o pequeno é obeso ou quando há casos na família de colesterol elevado ou de doenças no coração.

Os valores são diferentes para os pequenos

É desejável que o colesterol total de crianças e adolescentes de 2 a 18 anos esteja abaixo de 150 mg/dl. O valor limítrofe é entre 150 e 170 mg/dl e, acima disso, já se caracteriza como elevado. Analisando somente as taxas de LDL, o ideal é elas sejam menores do que 110 mg/dl. Já o HDL precisa estar acima de 45 mg/dl.

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Vamos nos mexer?

A atividade física é outro pilar fundamental no combate aos problemas de colesterol na infância. O exercício físico é o principal tratamento para aumentar as taxas de HDL, o colesterol bom. Por isso, brincadeiras que envolvam correr e pular, por exemplo, devem ser incentivadas desde que o pequeno dá os primeiros passinhos.

Não há sintomas

A menos que sejam níveis muito elevados, crianças com colesterol alto não apresentam sintomas. A preocupação é que a doença se manifeste no longo prazo, por meio de problemas como infarto e derrame. Em casos de taxas altíssimas, os pequenos podem apresentar gordura no fígado e a chamada xantoma, caracterizada pelo acúmulo de gordura na pele.

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O leite materno é o primeiro passo para prevenir o problema

Embora não exista uma relação direta entre o consumo de leite materno e um melhor controle das taxas de colesterol, ele é um importante aliado contra esse problema. Com isso, o risco de o pequeno ter colesterol alto diminui bastante. Além disso, estudos mostram que bebês que são amamentados levam mais tempo para ser expostos a outros alimentos – que são, muitas vezes, verdadeiros vilões.