Colesterol alto não é brincadeira

 

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Colesterol todo mundo tem – e, acredite, ele é imprescindível para o funcionamento de todo o organismo. Entre as funções que essa gordura desempenha no nosso corpo estão formar a membrana que recobre as células e garantir, assim, a entrada e a saída de substâncias; produzir vitamina D e hormônios sexuais; e fabricar a bile, líquido importante para o processo digestivo.

O problema existe quando as frações do colesterol estão em níveis inadequados. Estamos falando do LDL, conhecido como colesterol ruim, e do HDL, que é bom. Entenda: o LDL é aquele que se acumula nas paredes das artérias, o que leva a episódios de infarto e derrame; já o HDL tem exatamente a função de remover esse excesso de gordura dos vasos.

Diversos fatores podem contribuir para que ocorra um desbalanço nesse processo. Na infância, o principal deles é a obesidade – problema que já atinge uma em cada três crianças brasileiras de 5 a 9 anos, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde, divulgada em junho de 2015. Isso acontece porque, entre aqueles que estão acima do peso, o HDL costuma estar em baixa e o triglicérides, em alta.

Idade não é documento

Quando se trata de colesterol alto, a idade não importa – ele pode dar as caras em qualquer faixa etária. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), 20% das crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos apresentam níveis elevados de colesterol no sangue, sendo que 8% têm altos valores de LDL e 45% contam com baixas taxas de HDL.

Embora esses números se devam, em boa parte, aos altos índices de obesidade no país, o excesso de peso não é o único fator que favorece o colesterol nas alturas. Doenças como diabetes e hipotireoidismo também podem desequilibrar as taxas lipídicas dos pequenos.

A genética também conta. Crianças que têm parentes de primeiro grau com problemas de colesterol estão mais propensas a desenvolver a complicação – e de forma mais precoce.

Há ainda casos raros em que o pequeno tem colesterol alto antes mesmo de nascer.

POR QUE O INFARTO ACONTECE?

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O infarto do miocárdio nada mais é do que a morte do músculo cardíaco por falta de irrigação. Isso acontece quando alguma coronária o nome das artérias da nossa bomba fica entupida, num processo chamado aterosclerose, obstruindo a passagem de sangue que leva oxigênio e nutrientes aos tecidos. Se isso durar mais que 20 minutos, o dano é irreversível e as células são destruídas.

Nem sempre os sintomas são tão evidentes: além da clássica dor ou aperto no peito e da falta de ar, a pessoa pode sentir enjôos, dores nos braços, no pescoço, nos ombros e nas costas, e até desmaiar. Mas às vezes a vítima nem chega a sentir nada.

No tratamento, podem ser usados desde remédios para revascularizar a área atingida até procedimentos como a angioplastia, que devolve a irrigação através de um cateter que viaja pelos vasos até o coração. Lá, infla-se uma espécie de balão que alarga as artérias estreitadas, liberando a passagem do sangue. Muitas vezes coloca-se também um stent, espécie de molinha que mantém a abertura por onde circula o líquido.

A taxa de sucesso dessas técnicas chega a 90%. Nos casos mais graves, quando há vários bloqueios em grandes artérias, a saída é a cirurgia de ponte de safena. Nela, o médico constrói uma espécie de desvio no local da obstrução usando um pedaço da veia safena, por onde o sangue passa a circular normalmente.

Sintomas de infarto: dor no peito não é único sinal

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As doenças cardiovasculares são líderes em morte no mundo, sendo responsáveis por quase 30% das mortes no Brasil. Dentre estas, o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é a causa principal. Os fatores de risco para o infarto são:

  • obesidade,
  • hipertensão,
  • colesterol alto,
  • estresse,
  • diabetes,
  • infartos anteriores.

O infarto acontece quando parte do músculo cardíaco morreu por falta de oxigênio. A nutrição do músculo é feita pelas artérias coronárias, que levam sangue e nutrientes até o coração. Se uma artéria dessas “entupir” – que ocorre quando uma placa de gordura perto da parede interna do vaso rompe – o fluxo de sangue é interrompido e aquela área entra em sofrimento (causando dor) e se esse fluxo não for reestabelecido a tempo, o tecido morre.

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Identificando o infarto

A dor do IAM é uma sensação mal definida, surda, que pode se alojar em qualquer local entre o lábio inferior e a cicatriz umbilical. Ainda que a maioria das pessoas sinta dor no meio do peito, em aperto, espalhando para o braço direito, vemos com muita frequência apresentações menos características. Já vi pessoas com dor no queixo, dor nas costas. As características do infarto em mulheres são muito menos típicas, com queixas de queimação ou agulhadas no peito ou ainda falta de ar sem dor. Qualquer dor nessas regiões que se mantêm por mais de 20 minutos deve ser investigada e considerada doença grave, especialmente se associada aos seguintes sintomas:

  • Vômitos
  • Suor frio
  • Fraqueza Intensa
  • Palpitações
  • Falta de ar.

Na presença dessas sensações, é de extrema importância procurar ajuda no pronto socorro mais próximo em no máximo uma hora. Conforme o tempo passa a dor diminui, mas o dano torna-se mais extenso e irreversível. Após 12 horas de dor, o músculo em sofrimento já morreu quase por completo.

ERISIPELA

 

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Basta um corte, ou uma pequena fissura, frieira ou acne. Caso pequenos ferimentos como estes entrem em contato com um ambiente contaminado, é muito grande a chance de se desenvolver erisipela.

Na maioria das vezes se trata da bactéria Streptococcus pyogenes ou Haemophilus influenzae tipo B e, invariavelmente, a manifestação ocorre da seguinte forma: a bactéria migra pela circulação, disseminando-se nos vasos linfáticos, no tecido celular subcutâneo e na própria pele, causando uma infecção. Por este motivo, a erisipela – cujo nome vem de um termo grego para “pele vermelha” – é chamada também de linfangite.

O quadro infeccioso gera uma celulite aguda (vale destacar que o uso correto deste termo está relacionado a esta doença, e não ao que ficou popularmente conhecido na área da estética como celulite que, por sua vez, vem a ser uma depressão cutânea ligada à gordura e cujo nome correto seria lipodistrofia). Dessa forma, os primeiros sinais na região com erisipela são o enrijecimento, dor, rubor, calor e inchaço da pele.

Este sintoma, no entanto, não é o alerta inicial da presença da bactéria. Logo quando se adentra na corrente sanguínea, os primeiros sintomas que se apresentam são:

  • Náuseas,
  • Vômitos,
  • Nódulos satélites (linfadenites),
  • Febre (incluindo febre alta).

Por ser uma doença cujas portas de entrada mais comuns são os pés, a presença da erisipela está muito associada às pernas, mas qualquer parte do corpo está sujeita a ser acometida pela infecção. Cortes em dedos das mãos, por exemplo, podem ser uma maneira de a bactéria entrar – por isso se fazem necessários cuidados com instrumentos de manicure, por exemplo. No rosto, pode acontecer através dos ferimentos provocados pela acne. De qualquer maneira, dentre todas as regiões, costuma ser mais grave nos membros inferiores, já que eles sofrem o efeito da gravidade, o que dificulta o retorno do sangue e da linfa (vasos linfáticos) desta região, acentuando o inchaço e dor na região afetada.

Tratamento

No estágio inicial, o tratamento se dá de maneira doméstica, ou seja, por meio de antibióticos e repouso absoluto. Visto que em 25% dos casos a erisipela costuma voltar àqueles que já a contraíram pela primeira vez (devido ao comprometimento dos vasos linfáticos), é muito importante prevenir-se evitando portas de entrada e buscando tratamento urgente.

Prevenção

Entre as principais prevenções estão: enxugar bem os pés para evitar a proliferação de fungos; tratar doenças dermatológicas como micoses e frieiras; utilizar instrumentos de manicure e pedicure devidamente esterilizados; não expor os pés a ambientes com riscos de contaminação; entre outras situações que favoreçam a entrada da bactéria. Para as erisipelas de repetição, alguns casos exigem o tratamento contínuo, com controle específico e acompanhamento médico mensal.

Infelizmente, mesmo após a cura, uma vez afetados pela doença, os vasos linfáticos ficam permanentemente comprometidos e, consequentemente, a funcionalidade da circulação local também. Por este motivo, é importante identificar a erisipela e tratá-la o quanto antes, impedindo seu desenvolvimento, que pode atingir mais tecidos subcutâneos e, em casos mais graves ou em tratamentos indisciplinados, chegar à própria pele.

Perigo ainda maior

A erisipela pode evoluir com a presença de bolhas na pele (erisipela bolhosa), abscessos e até mesmo necrose. Nestes casos, é imprescindível o encaminhamento ao cirurgião vascular, já que estes são situações de intervenção cirúrgica e tratamento com medicamentos endovenosos.