Insônia pode desencadear problemas cardíacos graves

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Uma noite mal dormida é, invariavelmente, uma porta de entrada para uma série de inconvenientes. Cientificamente já foi comprovado que além do impacto físico, emocional e até estético, o sono interfere também na saúde. E, tratando-se do organismo, o alerta pisca com mais intensidade: a insônia crônica pode desencadear problemas cardíacos graves. De acordo com um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, pessoas que sofrem de insônia elevam a pressão arterial à noite. Hipertensão, vale lembrar, é um dos fatores de risco mais perigosos para o coração.

No caso de pacientes que sofrem com a insônia não há a diminuição da pressão arterial e isso faz com que o músculo cardíaco trabalhe enquanto deveria descansar. O mais preocupante é o risco de se manter uma pressão alta por muito tempo. Se isso ocorre, há chances grandes de danos nas artérias e vasos, o que pode resultar em infarto, acidente vascular cerebral (AVC ) e insuficiência cardíaca ou renal.

Em outro estudo, feito pela Universidade Western Reserve, nos Estados Unidos, foi constatado também que a apneia do sono aumenta em até três vezes os riscos de AVC entre homens. A causa mais provável para que eles estejam mais vulneráveis do que as mulheres está ligada a maior duração da apneia do sono entre eles. Além disso, os homens podem desenvolver a síndrome mais cedo e, por isso, ficam mais tempo sem tratamento, uma vez que as complicações só começam a aparecer em idade avançada.

Como prevenir

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Atitudes simples podem ser incorporadas na rotina para driblar a insônia. Ler um livro que não seja complexo antes de dormir pode ajudar a pegar no sono, assim como músicas calmas, massagens relaxantes ou chás que não sejam a base de cafeína.

Fazer refeições leves antes de ir para cama, praticar exercícios com regularidade, não fumar e manter um ambiente agradável e convidativo para o descanso são medidas recomendáveis. Em casos de insônia mais duradouros, procurar um médico (neurologista ou até mesmo um otorrino) é aconselhado.

Chocolate amargo é amigo do coração

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Docinho para o meio da tarde, após as refeições ou até mesmo para afogar as mágoas de um dia exaustivo, o chocolate é uma das preferências no mundo das guloseimas. Há quem evite seu consumo durante todo o ano, mas aproveita a Páscoa para se esbaldar na tentação.

Especialistas afirmam que a versão chocolate amargo, que não contém leite e tem maior quantidade de cacau que os outros, apresenta flavanóides, substâncias também encontradas no vinho tinto, e que são consideradas “protetores cardíacos”. Ou seja, os flavanóides estão relacionados à redução de eventos cardiovasculares como infarto e AVC. Além dos benefícios cardíacos que o consumo consciente pode acarretar, o chocolate dá uma sensação de prazer, pois estimula liberação de serotonina, mesma substância incitada em emoções positivas. Por ser bastante calórico, também é considerado como uma fonte de energia.

No entanto, um alerta: se consumido em grandes quantidades, o chocolate, pelo teor de gordura em sua composição, pode piorar a saúde cardiovascular e provocar problemas futuros no organismo. Por isso, o ideal é que se coma até 30g por dia, mais do que isso, pode ser prejudicial.

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EXCESSO FAZ MAL!

Ganho de peso, diarréia, outros problemas intestinais, desnutrição (pela troca de alimentos ricos em vitaminas e sais minerais), são alguns dos efeitos do excesso de consumo de chocolate, portanto é importante estar atento ao consumo em exagero.

Vale ressaltar que os chocolates dietéticos não possuem menos calorias. Essa especificação do produto contém apenas menos açúcar e em determinadas fórmulas pode disponibilizar ainda mais valores calóricos que a versão comum.

Enxaqueca dobra o risco de infarto

 

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Pessoas com enxaqueca crônica têm o dobro de risco de ter um infarto. Essa foi a conclusão de um estudo da universidade norte-americana Yeshiva, em Nova York, que avaliou mais de 10 mil pacientes. Além de infarto, os pacientes também têm maiores chances de sofrer derrames ou outros problemas cardiovasculares.

De acordo com os pesquisadores, a relação entre a doença e os problemas cardiovasculares está em lesões na camada interna dos vasos sanguíneos (endotélio). Com a enxaqueca, há alterações neuroquímicas e vasculares no organismo, além de uma mudança nas plaquetas, dificultando o fluxo sanguíneo.

Na pesquisa, 6.102 pessoas com o problema e outras 5.243 que não sofriam com a doença responderam um questionário, que abordava aspectos de sua saúde geral. No relatório, também tinham questões a respeito da frequência e intensidade de dor, além de informações sobre eventos cardiovasculares.

O resultado mostrou que pessoas com enxaqueca têm duas vezes mais risco de sofrer um infarto. Sendo que os pacientes portadores de enxaqueca com aura (que apresenta alterações na visão antes de acontecer a dor) têm três vezes mais chances. Pacientes com dor de cabeça crônica também estão no grupo de risco. Esse grupo têm 50% mais chances de desenvolver diabetes, hipertensão e colesterol alto.

O controle da dor causada pela enxaqueca pode ser feito por meio de medicamentos. Porém, a melhor maneira para sair do grupo de risco é mudar alguns hábitos de vida. Alguns deles podem ser a causa para as dores como: alterações no sono, consumo de cafeína, estresse, longos períodos em jejum, entre outros.

Não deixe de consultar o seu médico.

 

Saiba o que são arritmias cardíacas e aprenda como tratá-las

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Normalmente, o músculo trabalha mais devagar enquanto dormimos e acelera quando exercemos algum esforço físico. Só que, ao longo do dia, ele tende a acertar e manter seu compasso ideal. Está aí a diferença para a arritmia. Na sua presença, o órgão tropeçará em batidas atrapalhadas.

Em geral as arritmias são mais comuns em pessoas com problemas cardíacos como doença valvular, doença no músculo do coração (miocardiopatia) ou doença nas artérias coronárias (vasos sanguíneos que levam sangue arterial com oxigênio e nutrientes ao coração). Entretanto, muitas arritmias ocorrem em pessoas com corações absolutamente normais. Nem toda arritmia é sentida ou causa palpitação, sendo que algumas vezes são absolutamente assintomáticas.

Atenção!

Além de assintomáticas, as arritmias podem não ser diagnosticadas nos exames de rotina. Estas palpitações, muitas vezes, são precipitadas por fatores externos estimulantes como cafeína, bebidas alcoólicas, estresse, cigarro ou drogas.

Dados apontam que de 40 a 50% das pessoas que morrem repentinamente são em decorrência de uma doença não identificada em exames de rotina. Dentre as cardiopatias assintomáticas mais comuns está a aterosclerose.

A maioria das pessoas que tem problemas cardíacos não morre subitamente por arritmias fatais. Mas, dos que morrem subitamente, pelo menos 40% são portadores de problemas cardíacos, já diagnosticados ou não.

Linhaça para todos os gostos

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Semente: Grão intacto, fonte de ômegas 3 e 6, lignanas e fibras. Para que estes nutrientes possam ser absorvidos deve ser triturada ou moída. Lembrando que os ômegas se oxidam facilmente, então depois de triturada a linhaça deve ser guardada em pote bem fechado, opaco e sob refrigeração por até três dias. A semente também pode ser germinada e adicionada a sucos verdes.

Farinha: É obtida através das sementes de linhaça moídas. Boa fonte de fibras. Se a farinha for parcialmente desengordurada, terá menor teor de ômegas 3 e 6 (gorduras) e de lignanas se comparada à semente inteira.

Óleo: É extraído da prensa das sementes de linhaça, rico em ômega 3 e ômega 6. Prefira os 100% integrais e naturais, obtidos por uma única prensagem a frio, sem aditivos ou solventes. A exposição ao calor, à luz e ao oxigênio provoca oxidação dos óleos, por isso é importante escolher os não refinados embalados em garrafas à prova de luz (opacas).

Cápsulas: Uma forma de suplementar a dieta com ômega 3. O óleo de linhaça é encapsulado, tornando mais prática sua administração. Como qualquer alimento encapsulado, precisa de registro no Ministério da Saúde que garanta sua qualidade.

A linhaça ainda pode ser encontrada na composição de barras de cereais, biscoitos, bolos e granolas.

Linhaça fortalece o coração e controla o colesterol

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Já imaginou se existisse um alimento capaz de proporcionar inúmeros benefícios, nas mais diversas fases da vida, ajudando na prevenção e combate de inúmeras patologias, do rejuvenescimento das células até mesmo prevenção e combate ao câncer? Pois acredite, esse alimento existe e atende pelo nome de linhaça.

Ela é riquíssima em componentes com efeitos benéficos à saúde:

  • fibras,
  • ômegas 3 e 6 (ácidos graxos),
  • lignanas (fitoestrógenos),
  • vitaminas A, E, B1, B6,
  • potássio,
  • magnésio,
  • fósforo,
  • cálcio,
  • ferro,
  • cobre,
  • zinco,
  • manganês,
  • selênio.

Com sabor que lembra à castanha, é uma opção sem glúten para fornecer esses nutrientes. Este alimento funcional é capaz de ajudar o sistema imunológico, reduzir o envelhecimento celular e diminuir o risco de algumas doenças.

A linhaça é um dos alimentos mais ricos em ômega 3, por isso, é responsável por prevenir doenças cardiovasculares, e evitar coágulos ao diminuir as taxas de colesterol total e de LDL colesterol (ruim) e aumentar as de HDL colesterol (bom).

TIPOS

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Existem dois tipos de semente de linhaça: marrom e dourada. A linhaça marrom, nativa da região mediterrânea, já está adaptada ao solo brasileiro e ao clima quente e úmido. Apresenta casca um pouco mais dura e resistente, o que pode diminuir a biodisponibilidade dos seus nutrientes. A linhaça dourada cresce em climas mais frios. Geralmente é importada do Canadá. Tem a casca mais fina e seu sabor é mais suave do que o da linhaça marrom.

Dicas de Consumo

Os benefícios da linhaça se potencializam quando a semente é moída ou triturada, já que sua casca é resistente à ação do suco gástrico e passa sem sofrer digestão no trato gastrointestinal. Um modo fácil de quebrar as sementes é passá-las levemente em um liquidificador. Guardar em pote bem fechado, de preferência de vidro opaco, no refrigerador, e ao abrigo da luz por até três dias Também pode ser utilizada no último cozimento do feijão ou sopa.

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Na rotina alimentar, as sementes podem ser adicionadas a iogurtes, saladas, sucos, vitaminas e sopas. Outra opção é germiná-las. A farinha pode ser usada em receitas de pães e massas, em geral para aumentar sua quantidade de fibra.

Úlceras Venosas

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As úlceras venosas são feridas crônicas dos membros inferiores. Por ficarem abertas estão sujeitas a infecções e complicações. Devido às secreções, mau cheiro e aparência, as pessoas que sofrem dessa enfermidade passam a se isolar do convívio social, de modo que além de um problema de saúde, é um problema social grave. Devido ao isolamento e necessidade de repouso, não conseguem trabalhar, passando a ser um problema também econômico.

Existem diversas causas de úlcera de membros inferiores, dentre elas pelo aumento da pressão venosa. A úlcera de origem venosa representa 70% de todas as úlceras dos membros inferiores entre pacientes adultos. Pode acontecer como consequência de uma síndrome pós-trombótica, ou seja, anos após uma trombose venosa profunda, a constante pressão venosa não tratada determina a formação da úlcera. Também pode ocorrer após anos e anos de varizes descompensadas não tratadas. Outras causas menos frequentes também existem.

Somente o tratamento local da úlcera não é suficiente, pois a ferida está aberta por causa da hipertensão venosa. Essa pressão venosa aumentada deve ser tratada também, caso contrário, mesmo fechando a úlcera, logo ela abrirá novamente. Não adianta tratar somente a consequência da doença, a causa dela também deve ser eliminada.

TRATAMENTO

Muitos tratamentos foram propostos e cada um com a sua indicação. Entre os principais, estão:

  • repouso com membros elevados,
  • medicamentos hemorreolíticos,
  • terapia compressiva com faixas elásticas e meias elásticas próprias,
  • cirurgia de ligadura das perfurantes insuficientes,
  • ligadura de croça da safena,
  • bota de Unna,
  • laser,
  • endolaser,
  • tratamento das varizes tronculares,
  • radiofrequência e outras.