Diabetes – parte 2

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Incidência

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença afeta 12% da população entre 30 e 69 anos. Na população com mais de 65 anos, esse índice sobe para 18% das pessoas.

No mundo todo, mais de 240 milhões de pessoas são portadoras de diabetes. Estima-se que 10% tenham o tipo1, que acomete principalmente jovens no início da fase adulta. Já o tipo 2, forma mais comum da doença, se desenvolve em pessoas com excesso de tecido gorduroso. A diabetes gestacional ocorre em até 5% das mulheres grávidas.

Sinais e Sintomas

A maioria dos pacientes não apresenta sintomas no início do diabetes, por isto pessoas com fatores de risco devem realizar exames de sangue periódicos para avaliar se apresentam a doença. A estimativa é que 50% das pessoas não sabem que têm a doença. Por isso, o acompanhamento regular com um médico é essencial para o diagnóstico precoce.

Quando os níveis de glicose estão extremamente elevados, pode ocorrer vontade frequente de urinar, sede e fome em excesso, fadiga, alterações na visão, mudanças de humor, náuseas e vômitos, fraqueza, perda de peso, dores nas pernas, infecções repetidas na pele, machucados que demoram a cicatrizar, formigamento ou sensação de dormência, principalmente nos pés.

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Diagnóstico

É feito por um teste simples para detectar os níveis de glicose no sangue. O nível normal de glicose no sangue é abaixo de 100 mg/dl. Se os níveis de glicose se encontram entre 100 e 127 mg/dl, existe alto risco de desenvolver diabetes, por isto esta situação pode ser denominada pré-diabetes. Se a glicemia estiver acima de 127 mg/dl em 2 exames diferentes ou acima de 200 mg/dl após consumo de carboidratos, é diagnosticado o diabetes.

Tratamento

Pacientes com o tipo 1 de diabetes, também chamado de insulinodependente, precisam fazer reposição diária de insulina.

Para os portadores do tipo 2 o tratamento é feito por meio de comprimidos tomados via oral que atuam na melhora da resposta das células à insulina, no estímulo da secreção (produção e liberação) de insulina pelo pâncreas, na redução da absorção de glicose pelo intestino ou no aumento da eliminação de glicose pela urina. Atualmente, existem medicamentos injetáveis que imitam o efeito de hormônios intestinais melhorando a fabricação de insulina e auxiliando a redução de peso. Após 10 anos de diagnóstico, é comum a necessidade de uso de insulina nos portadores de diabetes tipo 2.

Nos casos de diabetes na gestação, geralmente uma dieta equilibrada e exercícios físicos são suficientes para o controle dos níveis de glicose. Nos casos em que o controle não é possível com dieta e atividade física, podem ser indicadas injeções de insulina.

Independente do tipo de diabetes, o fundamental é a adoção ao tratamento aliada a hábitos saudáveis, como controle da alimentação, prática regular de atividades físicas e controle constante da glicemia.

Prevenção

O primeiro passo é observar a presença dos fatores de risco que podem ser modificados, como o excesso de peso, o aumento da gordura abdominal, o sedentarismo e a dieta desequilibrada.

A redução de 5% do peso corporal associada à pratica de 150 minutos de atividade física por semana reduzem a ocorrência de diabetes em 58% nas pessoas com alto risco. O principal aliado é um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, atividade física regular e acompanhamento médico periódico.

Saiba mais sobre diabetes

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O que é

A doença se caracteriza por uma elevação dos níveis de glicose no sangue, causada pela falta de produção do hormônio insulina no pâncreas ou pela perda da eficiência da ação de insulina em pessoas com excesso de gordura no corpo. A insulina transporta a glicose para dentro das células e permite a sua transformação em energia para o funcionamento equilibrado do organismo.

Quando não controlado, o aumento de glicose no sangue pode levar a danos nos vasos sanguíneos e nervos, acarretando em complicações como disfunção e falência de órgãos como rins, olhos e coração.

Tipos e Causas

Diabetes tipo 1

O sistema imunológico atinge o pâncreas, destruindo as células responsáveis pela produção do hormônio insulina.

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Diabetes tipo 2

Responsável por 90% dos casos de diabetes, esse tipo está associado ao ganho de peso. Frequente em pessoas com mais de 40 anos, acontece porque o acúmulo de gordura abdominal dificulta a ação da insulina.

Diabetes Gestacional

Ocorre no período da gravidez por conta dos hormônios produzidos pela placenta. Após o parto a maioria dos casos se reverte.

Fatores de risco

Familiares com diabetes, alteração dos níveis de glicose, acúmulo de gordura abdominal, obesidade e sobrepeso, pressão arterial elevada, sedentarismo e alimentação com baixa ingestão de frutas, verduras e legumes.

Angina: sintomas, diagnóstico, prevenção e tratamento

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Sintomas

O principal é a dor. Os pacientes que têm angina relatam uma sensação de aperto, pressão, peso e compressão na região do tórax que podem se estender até os ombros, braços, pescoço e costas. Muitas pessoas confundem com dor de indigestão. Na dúvida, o recomendado é procurar um médico imediatamente.

Diagnóstico

Para a investigação do diagnóstico, além de um exame clínico, é analisada a presença de fatores de risco, como hipertensão ou diabetes, e se há história de angina na família. Também contribuem para a detecção da doença exames como eletrocardiograma, teste de esforço, radiografia, ecocardiograma, cateterismo e testes para verificar os índices de colesterol, glicose e proteína PCR. Quando esses índices estão alterados pode ser sinal de inflamação na parede das artérias.

Prevenção

Adoção de hábitos saudáveis, como praticar atividade física regularmente e manter uma dieta equilibrada, cessação do tabagismo, controle da diabetes e da pressão e redução do nível de estresse.

Tratamento

Além da mudança de estilo de vida, pode ser feito tratamento com medicamentos e exercícios de reabilitação cardíaca.

 

Você sabe o que é angina?

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Geralmente está associada à doença arterial coronariana (ou aterosclerose), podendo se manifestar de forma súbita ou recorrente. Essa dor ocorre porque, com o acúmulo de gordura na parede das artérias (aterosclerose), o músculo cardíaco não recebe a quantidade adequada de oxigênio necessária para o seu funcionamento.

Tipos e causas

Existem dois tipos de angina: estável e instável. A primeira é a forma mais comum, que ocorre em situações de esforço, como subir escadas ou fazer exercícios físicos, e desaparece com o repouso. Isso acontece porque o coração precisa de mais oxigênio, e a quantidade de sangue bombeada não é suficiente para oxigená-lo. Além de atividade física, o estresse emocional, temperaturas frias, refeições pesadas e tabagismo também podem causar esse tipo de dor.

Já na angina instável o desconforto não é amenizado com o repouso. A dor surge de forma súbita, geralmente no repouso, por um bloqueio ou redução do fluxo sanguíneo nas artérias do coração. É um sintoma perigoso, pois geralmente precede o ataque cardíaco. Além do entupimento das artérias, as causas desse tipo de angina são:

  • Tabagismo,
  • Estresse,
  • Uso de drogas como cocaína
  • Uso de medicamentos que estimulam a contração das artérias.

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A angina também pode estar associada a outras doenças, como:

  • Hipertensão arterial,
  • Disfunção na válvula aórtica
  • Insuficiência cardíaca.

Fatores de risco

Tabagismo, diabetes, hipertensão arterial não controlada, colesterol e triglicérides em níveis mais altos do que o recomendado, sedentarismo, obesidade, stress, idade (a partir dos 45 anos) e herança genética.

Os benefícios de parar de fumar

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O fumante deve pensar que parando de fumar a sua saúde e a qualidade de vida melhoram. Quando você para de fumar, o seu corpo reage de forma quase que instantânea. O fumo é considerado um dos maiores causadores de câncer de pulmão. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), há um aumento mundial de 2% ao ano na incidência de tumores malignos, sendo que em pelo menos 90% dos casos eles estão associados ao consumo de tabaco e seus derivados.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço da população mundial adulta, ou seja, pelo menos 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais há 200 milhões de mulheres), fuma. As mortes pelo consumo do cigarro chegam a 4 milhões por ano, aproximadamente 10 mil mortes por dia. A OMS alerta também que se o consumo do cigarro não diminuir, em 2020 haverá 8,4 milhões de mortes por dia.

Vários estudos já comprovaram que a nicotina e o tabaco, substâncias presentes no cigarro, causam dependência. Parar de fumar nem sempre é fácil e é uma atitude exige muita força de vontade e iniciativa do fumante. O fumante deve pensar que parando de fumar a sua saúde e a qualidade de vida melhoram.

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Quando você para de fumar, o seu corpo reage de forma quase que instantânea. Veja o que acontece com o seu organismo quando você para de fumar:

Em 20 minutos – A pressão arterial volta ao normal e a freqüência do pulso cai aos níveis normais. A temperatura nas mãos e nos pés aumenta até chegar aos níveis considerados normais.

Em 8 horas – Os níveis de monóxido de carbono no sangue chegam aos valores normais e o nível de oxigênio aumenta.

Em 24 horas – O risco de se ter um acidente cardíaco relaciona ao fumo diminui.

Em 48 horas – As terminações nervosas começam a crescer de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram.

De 2 semanas a 3 meses – A circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

De 1 a 9 meses – Os sintomas comuns em fumantes, como tosse, ronquidão, congestão dos seios da face, fadiga e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco e, consequentemente, reduzem o risco de infecções e “limpam os pulmões”. A pessoa fica mais disposta para realizar atividades que requerem bastante energia.

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Em 1 ano – O risco de doenças ligadas a males do coração cai pela metade, em relação a um fumante.

Em 5 anos – A taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fuma um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Depois de 5 a 10 anos sem fumar, o risco de acidente vascular cerebral é reduzido aos níveis de não-fumantes. O risco de câncer na boca, garganta ou esôfago diminui pela metade, quando comparado ao de um fumante.

Em 10 anos – A taxa de mortalidade por câncer de pulmão entre fumantes e não-fumantes é igual. As células pré-cancerosas são substituídas por outras saudáveis. Os riscos de câncer na boca, garganta, esôfago, bexiga, rim e pâncreas diminuem.

Em 15 anos – Os riscos de uma pessoa morrer por doenças relacionadas a problemas no coração são iguais ao de uma pessoa que não fuma.

Tabagismo e as doenças respiratórias

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O fumo passivo é a maior causa das doenças respiratórias nas crianças. Os bebês de mães fumantes nascem abaixo do peso normal, têm os brônquios menores e as vias aéreas estreitas, o que os torna predispostos a serem bebês chiadores, ou seja, com constante chiado no peito, respiração rápida e forçada. Inconscientemente, os pais estão informando o filho que fumar é normal e adequado.

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Esses bebês também têm mais chances de desenvolver problemas respiratórios crônicos, como bronquiolite (infecção dos bronquíolos em crianças de até 1 ano), bronquite e asma. E mais: também têm risco cinco vezes maior de morrerem subitamente sem causa aparente, a chamada Síndrome da Morte Súbita Infantil.

Outras doenças respiratórias estão entre as mais frequentes a atingirem os fumantes passivos, em especial as crianças. São elas: bronquite catarral, pneumonia, broncopneumonia, intensificação de acessos de asma, amidalite, infecções do ouvido médio (otite) e sinusite.

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O câncer de pulmão é a mais perigosa doença respiratória que acomete fumantes ativos e passivos. Estudos comprovam que os últimos têm 50% mais chances de desenvolver a doença que os não-fumantes. É importante lembrar que os efeitos do cigarro não afetam apenas o pulmão, mas todo o aparelho respiratório. Por isso, há risco de a pessoa desenvolver câncer em outros órgãos também.

Fumantes passivos

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O tabagismo é hoje a principal causa de morte evitável, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda assim, cerca de um terço da população mundial adulta é fumante, ou seja, 1, 2 bilhão de pessoas. E seu vício afeta também as pessoas ao redor.

O ar poluído pela fumaça do cigarro tem três vezes mais nicotina, monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça tragada pelo fumante ativo. Por conta desse veneno, os fumantes passivos ocupam o terceiro lugar na lista de mortes evitáveis da OMS, atrás do consumo excessivo de álcool.

As crianças são as maiores vítimas – porque sofrem com os efeitos do cigarro antes mesmo de nascer. De todos os fumantes passivos, 700 milhões são crianças. Isso corresponde à metade das crianças do mundo.

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Maiores vítimas: as crianças

Fumar perto de crianças é prejudicial tanto para a saúde física delas quanto para a psicológica. Inconscientemente, os pais estão informando o filho que fumar é normal e adequado.

A chamada ‘pandemia tabágica’ é considerada uma doença pediátrica, já que o cigarro se torna um hábito ainda na adolescência. A principal faixa de risco está entre 15 e 18 anos, mas há casos de crianças de 10 ou 12 anos que já fumam.

Como crianças e adolescentes não têm os centros nervosos totalmente desenvolvidos: a defesa contra os componentes do cigarro é menor, o que os torna dependentes mais depressa.

No próximo post a gente fala sobre os problemas respiratórios.

Esperamos por você!

Doação de sangue: como é feita?

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Como é o procedimento

  • Cadastramento: dados do doador e apresentação de documento de identificação com fotografia.
  • Entrevista: triagem clínica realizada por um profissional capacitado que verifica o histórico médico, os hábitos e as condições de saúde do doador. As respostas do doador são confidenciais. A entrevista é feita individualmente e não é permitida a presença de acompanhantes.
  • Exame médico: são verificadas a pressão arterial, a pulsação e a temperatura. Além disso, é realizado teste de anemia.
  • Coleta: leva entre 10 e 15 minutos. É realizada em uma cadeira em posição semi-sentada. O volume coletado de sangue é de aproximadamente 450ml, e mais 30ml a 40ml para a realização dos exames laboratoriais. Isso representa menos de 13% do total de sangue do corpo de um adulto. Uma pessoa tem de 4 a 5 litros de sangue.
  • Recuperação: depois da coleta, o doador é encaminhado à outra sala para alimentar-se e ingerir líquido. O tempo de permanência total no banco de sangue é de cerca de 40 minutos.

Cuidados após a coleta

  • Ingerir bastante líquido.
  • Não fumar por 2 horas após a doação.
  • Aguardar 30 minutos para dirigir.
  • Não realizar exercícios intensos (no dia da doação).
  • Não fazer força com o braço que foi puncionado.

Eventualmente, alguns doadores podem apresentar queda de pressão, tontura, palidez, náusea e vômito, sudorese e dor no local da punção. Se o doador sentir algo anormal deve comunicar imediatamente o Banco de Sangue.

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Testes realizados

Todas as vezes que a pessoa doa sangue são feitos os seguintes testes:

  • Tipagem sanguínea ABO e Rh
  • Pesquisa de anticorpos irregulares
  • Testes para hepatite B, hepatite C, Doença de Chagas, sífilis, HIV, HTLV I/II
  • Hemoglobinopatias